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Porto Alegre, sábado, 09 de julho de 2016. Atualizado às 21h04.

Jornal do Comércio

Economia

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Trabalho

Notícia da edição impressa de 08/07/2016. Alterada em 09/07 às 21h06min

Pesquisa de emprego volta a ser feita na Região Metropolitana de Porto Alegre

Entrevistadores conhecem as condições de trabalho dos moradores

Entrevistadores da PED retomam visitas para conhecer a condição de trabalho dos moradores nesta sexta


FREDY VIEIRA/JC
Patrícia Comunello
Depois de uma semana sem coleta de dados, a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) da Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) volta a ser feita nesta sexta-feira (8) em 34 municípios. Intensas negociações entre Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS) e áreas do governo gaúcho acabaram resolvendo o impasse sobre a garantia de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para custear a realização mensal da PED.
Convênio entre a Fundação de Economia e Estatística (FEE) e Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS) será renovado e assinado às 11h30min desta sexta na sede da FGTAS, em Porto Alegre. Com isso, o ministério voltará a repassar as verbas.
O MTPS fez exigências sobre a prestação de contas do uso global dos recursos, que abrangem ainda o sistema de intermediação de vagas (Sines), que a FGTAS não teria atendido. A PED recebe R$ 1 milhão ao ano do FAT. A fundação teria preferido não renovar o convênio, ameaçando a continuidade da apuração. O Jornal do Comércio tenta esclarecer a situação com a FGTAS há uma semana, mas a instituição não se manifestou.
A FEE coordena a execução e contrata uma empresa que disponibiliza os entrevistadores. São 20 no total. O levantamento foi interrompido em 1 de julho pela Studio, que é a terceirizada, diante da incerteza sobre a manutenção da pesquisa. Os entrevistadores, que já cumpriam aviso-prévio e se desligariam definitivamente nesta sexta, ficaram em casa à espera da definição. A PED, comandada por um pool de instituições públicas (FGTAS, FEE e Dieese), é feita há 24 anos e que nunca havia sido interrompida e é a única que ainda é feita na região, pois o IBGE desativou em abril o seu levantamento nas regiões metropolitanas.
A mobilização de entidades e profissionais de pesquisa e de setores ligados a algumas das principais universidades do País (Ufrgs, Unicamp e Pucrs) acabou dando certo. Uma petição on-line conseguiu 1,2 mil assinaturas e foi entregue nessa quarta-feira (6) ao ministro do Trabalho, o gaúcho Ronaldo Nogueira de Oliveira. A direção nacional do Dieese foi à sede da pasta, em Brasília, para reforçar a pressão.
"As ações desta semana influenciaram a retomada", ressalta a economista e coordenadora da PED pelo Dieese na RMPA, Virginia Donoso. Segundo ela, o atraso na coleta de dados não vai comprometer a pesquisa sobre o mês de julho. "Os entrevistadores terão um pouco de sobrecarga de trabalho, mas nesta sexta todo mundo vai estar na rua batendo na porta das pessoas", alivia-se Virginia. Por mês, são 2,5 mil domicílios entrevistados para formar o indicador de desemprego.  
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