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Porto Alegre, quinta-feira, 07 de julho de 2016. Atualizado às 18h37.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

07/07/2016 - 18h39min. Alterada em 07/07 às 18h39min

Dólar tem 5ª alta seguida com piora do petróleo e meta fiscal no radar

O dólar se firmou em alta no período da tarde e chegou à quinta sessão consecutiva de ganhos nesta quinta-feira (7), sustentado pela ansiedade do mercado em torno da meta fiscal de 2017 e pela baixa acentuada do petróleo no exterior. As compras defensivas prevaleceram na parte final do pregão, antes do anúncio do governo marcado para hoje, levando a divisa norte-americana ao patamar de R$ 3,36 no mercado à vista. Também contribuiu para o movimento a expectativa pelo relatório de empregos norte-americano, a ser divulgado amanhã, e novos leilões de swap cambial reverso, que já chegaram ao total de cinco operações em julho, com US$ 2,5 bilhões negociados.
O dólar à vista encerrou o dia em alta de 0,78% aos R$ 3,3617. Na máxima, marcou R$ 3,3650 (+0,88%), após cair na mínima aos R$ 3,3209 (-0,44%) quando o petróleo ainda operava em alta lá fora. Em cinco dias, alta acumulada totalizou 4,71%. O giro registrado na clearing de câmbio da BM&FBovespa nesta quinta-feira foi de US$ 900,985 milhões. No mercado futuro, o dólar para agosto tinha valorização de 0,95%, a R$ 3,3870, às 17h22, enquanto o volume de negócios estava em US$ 14,588 bilhões.
No centro de debate sobre a meta fiscal está a repercussão do número projetado sobre o governo, ainda interino, de Michel Temer. Conforme apurou o Broadcast, a área econômica defende um déficit de até R$ 150 bilhões, mas há na área política quem defenda a repetição da meta deste ano, de rombo de R$ 170,5 bilhões. Enquanto isso, o presidente em exercício, Michel Temer, teria determinado que a equipe econômica feche a meta sem elevar impostos, segundo fontes, embora essa decisão possa dificultar o trabalho para reduzir o buraco nas contas.
"Há muito mais em jogo do que apenas o número da projeção para o ano que vem", afirmou o gerente de mesa de derivativos de uma corretora. "Dependendo do que for anunciado, o governo pode atrair oposição do mercado, por causa do tamanho déficit", acrescentou.
Do lado externo, o petróleo registrou perdas de mais de 4,5% na sessão vespertina, pressionando o dólar sobretudo no começo da tarde, disse o operador José Carlos Amado, da Spinelli Corretora. A commodity virou para o lado negativo depois do meio-dia, reagindo à queda menor que a esperada nos estoques semanais norte-americanos de petróleo bruto.
Além disso, começa a crescer no mercado a expectativa em torno do relatório de emprego norte-americano de junho, que é visto como um termômetro para o ritmo de aperto monetário do Federal Reserve. A previsão de analistas é que o documento, que será conhecido amanhã, mostrará geração de 165 mil postos de trabalho no mês, após criação de apenas 38 mil empregos em maio. Outro fator que influenciou o preço do dólar foi leitura de que o Banco Central continuará a reverter sua posição em swap cambial tradicional.
De acordo com um operador de câmbio, as captações fechadas hoje de US$ 500 milhões em bônus de 10 anos da Suzano Papel e Celulose e de US$ 3 bilhões com reabertura de bônus 2021 e 2026 da Petrobras geram expectativas de algum ingresso de recursos, ainda que parcial, no mercado doméstico, ajudando a limitar a alta da moeda americana.
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