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Porto Alegre, segunda-feira, 04 de julho de 2016. Atualizado às 22h39.

Jornal do Comércio

Economia

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Tecnologia

Notícia da edição impressa de 05/07/2016. Alterada em 04/07 às 21h44min

Computação invade dia a dia e exige interconexão

Zorzo cita o perfil do profissional

Zorzo cita o perfil do profissional


ARQUIVO PESSOAL/DIVULGAÇÃO/JC
Patricia Knebel
Aquela imagem do profissional de computação pensando e projetando sozinho um novo sistema, em uma sala, está mais do que ultrapassada. A tecnologia invadiu a vida das pessoas - está no celular, relógio, carro, geladeira, hospital e avião - e isso tem exigido que empresas, profissionais e pesquisadores apostem na interconexão para conseguirem desenvolver as soluções que a sociedade demanda.
"A computação, enquanto ciência, tem que evoluir e intensificar o relacionamento com todas as áreas", sugere o professor do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e diretor de articulação com empresas da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), Sergio Soares.
Não é à toa que a Computação e Interdisciplinaridade é o tema central do 36º Congresso da Sociedade Brasileira de Computação (CSBC), realizado em parceria com a Sociedade Brasileira de Computação (SBC) até quinta-feira, na Pucrs. "A sociedade mudou, e a computação está evoluindo para ajudar a resolver os problemas que, hoje em dia, são cada vez mais complexos. A criação de uma ferramenta de Medicina, por exemplo, precisa contar com engenheiros, cientistas da computação e médicos", observa o professor da Pucrs, Avelino Zorzo. Ele é o coordenador-geral do CSBC, que reúne 25 eventos que ocorrem em conjunto, conta com participantes de 25 estados e mais de 1,5 mil inscritos, entre professores, pesquisadores, alunos e profissionais. No site www.csbc2016.com.br é possível acompanhar a programação.
Zorzo observa que esse movimento atual da tecnologia impacta a forma como a computação deve ser ensinada. Há 20, 30 anos, essa atuação era mais isolada. Hoje, começa a ser exigida uma maior articulação e um conhecimento que vai além do técnico. "Isso muda o perfil do profissional, que precisa saber se comunicar melhor e entender as demandas das pessoas, como a de criar um software que vá ajudar nas interações entre taxistas e passageiros", exemplifica.
Nos Estados Unidos, Europa e Ásia já existe uma estratégia bem definida no sentido de levar o pensamento da computação para a educação básica, observa o pesquisador. "Alguns países estão investindo bilhões para ensinar as pessoas a resolverem problemas do dia a dia usando máquinas. No Brasil, ainda estamos bem atrasados", lamenta.
Soares também destaca alguns pontos que precisam ser melhorados, especialmente no âmbito científico. "Sempre que acontece algo que ameaça o status quo, gera instabilidade e resistência de algumas pessoas. Mas vencer isso é o caminho natural da evolução", analisa. A dificuldade dessa interação entre computação e outras áreas vem sendo sentida, por exemplo, quando um profissional da ciência da computação desenvolve um projeto de pesquisa que não traz nenhuma grande inovação do ponto de vista tecnológico, mas que, se aplicado na medicina, pode causar um grande impacto.
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