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Porto Alegre, sexta-feira, 01 de julho de 2016. Atualizado às 09h42.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

01/07/2016 - 09h16min. Alterada em 01/07 às 09h42min

Inflação pelo IPC-S recua para 0,26% em junho, aponta FGV

Neste ano, tíquete médio ficará entre R$ 90,00 e R$ 110,00, com preferência para artigos de vestuário

O grupo de vestuário foi um dos que teve maior recuo nos preços, saindo de 0,75% a 0,37%


ANTONIO PAZ/JC
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), desacelerou de 0,64% em maio para 0,26% em junho. Na terceira quadrissemana de junho, o IPC-S havia ficado em 0,33%. O indicador acumula altas de 4,50% no ano e de 8,54% em 12 meses.
O IPC-S de junho ficou dentro das estimativas, que iam de 0,21% a 0,33%. A mediana era de 0,29%. Das oito classes de despesas analisadas, seis registraram decréscimo em suas taxas de variação de preços na passagem da terceira para a quarta quadrissemana de junho: Despesas Diversas (de 1,29% para 0,41%), Transportes (de -0,14% para -0,22%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,64% para 0,54%), Vestuário (de 0,75% para 0,37%), Comunicação (de 0,12% para 0,11%) e Habitação (de 0,65% para 0,63%).
Apenas o grupo Educação, Leitura e Recreação apresentou acréscimo em sua taxa de variação, de 0,11% para 0,26%. O grupo Alimentação manteve a taxa de variação registrada na apuração da terceira quadrissemana de junho, quando foi de 0,07%.
O grupo Despesas Diversas, que recuou de 1,29% na terceira leitura de junho para 0,41% na última quadrissemana do mês, foi o que mais contribuiu para a desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) divulgado pela FGV. O indicador geral recuou 0,07 ponto porcentual, de 0,33% para 0,26% entre os dois períodos.
No grupo Despesas Diversas, a FGV destacou o comportamento do item cigarros, cuja taxa passou de inflação de 2,18% para deflação de 0,06% entre a terceira e a quarta quadrissemana de junho, com a diminuição dos efeitos do aumento da tributação do item pelo governo.
Dentre as outras cinco classes de despesa que registraram desaceleração, as maiores contribuições vieram dos itens: gasolina (de -1,15% para -1,59%), em Transportes; medicamentos em geral (de 0,37% para 0,11%), em Saúde e Cuidados Pessoais; roupas (de 0,64% para 0,15%), em Vestuário; mensalidade de internet (de 0,13% para -0,25%), em Comunicação; e tarifa de eletricidade residencial (de 0,79% para 0,44%), em Habitação.
Individualmente, os itens com as maiores influências negativas foram mamão papaya (de -16,07% para -29,38%), cebola (de -11,73% para -24,07%), gasolina (de -1,15% para -1,59%), cenoura (de -32,33% para -33,61%) e banana-prata (de -8,65% para -9,44%).
Já os itens com as maiores influências positivas foram leite longa vida (de 7,29% para 10,00%), feijão carioca (de 29,26% para 38,62%), taxa de água e esgoto residencial (ainda que tenha desacelerado de 4,01% para 3,41%), plano e seguro de saúde (que manteve a taxa de variação de 1,04%) e condomínio residencial (mesmo com desaceleração de 1,08% para 1,07%).
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