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Porto Alegre, quarta-feira, 13 de julho de 2016. Atualizado às 19h02.

Jornal do Comércio

JC Logística

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Logística

Notícia da edição impressa de 14/07/2016. Alterada em 13/07 às 18h52min

Transposul faz debate sobre setor logístico e movimenta economia

Expectativa do Setcergs para a feira, que encerra hoje, é de vendas superiores a R$ 120 mi

Expectativa do Setcergs para a feira, que encerra hoje, é de vendas superiores a R$ 120 mi


JONATHAN HECKLER/JC
Jefferson Klein
Com expectativa de fechar negócios de mais de R$ 120 milhões, a Transposul (Feira e Congresso de Transporte e Logística) se encerra hoje no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre. O encontro, organizado pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs), é considerado uma ferramenta para aquecer o mercado, principalmente neste momento de crise econômica, além de servir para discutir os principais assuntos do setor.
Na abertura da Transposul, o presidente do Setcergs, Afrânio Kieling, chamou a atenção para a "maioridade" da feira, que completou 18 anos de existência. O empresário também frisou as dificuldades enfrentadas neste ano com a turbulência política, econômica e social. O coordenador do evento, Marcus Vinicius Couto da Silva, por sua vez, ressaltou as inovações apresentadas neste ano.
Uma das novidades é o Pit Stop Logístico, que possibilita demonstrar de forma prática o uso de equipamentos. Silva enfatizou ainda a participação de várias companhias do segmento de transportes e as condições diferenciadas de vendas oferecidas. Na parte de negócios, a feira reúne as novidades tecnológicas dos maiores fabricantes de caminhões, pneus, distribuidores de combustíveis e fornecedores do ramo de implementos do Brasil, assim como modernos sistemas, equipamentos e serviços voltados para a logística e multimodalidade.
A MAN Latin America, que fabrica caminhões e ônibus Volkswagen e MAN, instalou um estande de 300 m2 na feira. "Estamos prontos para a retomada do crescimento da economia do País, e os transportadores poderão contar com a nossa oferta diferenciada", diz o vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas da empresa, Ricardo Alouche. Um dos destaques da montadora, especialmente no que diz respeito à robustez, é o Worker 15.210 4x4, com configuração sob demanda para aplicação civil fora de estrada. Sua maior vantagem é a capacidade de carga: o veículo pode transportar cinco toneladas em qualquer tipo de terreno, especificação reconhecida pelo Exército Brasileiro, que adquiriu mais de cinco mil unidades do modelo.
A Suvesa, concessionária Scania, é outra das participantes da Transposul, expondo três modelos de caminhões: RH 440 6x2, RH 480 6x4 e P 310 8x2. Os dois primeiros têm um custo médio de R$ 400 mil e o último, de R$ 300 mil. O gerente regional da Suvesa, Clóvis Brustolin, aponta entre as qualidades desses caminhões tecnologia embarcada, telemetria, menor consumo de combustível e conforto para o motorista.
Sobre os benefícios de participar da feira, Brustolin destaca a atração de clientes devido às condições de negócios concedidas no evento e a exposição dos produtos comercializados pela concessionária. "É um encontro, para a nossa área, extremamente importante", frisa. Brustolin recorda que a crise econômica impactou as vendas de caminhões, fundamentalmente devido às taxas de juros. Para ele, uma das opções para atenuar esse reflexo são os consórcios.
Já a Ford exibiu na Transposul o seu grande lançamento, a linha Cargo Torqshift com transmissão automatizada de 10 ou 16 marchas, com uma série de recursos avançados para aumentar a produtividade da frota e o conforto do motorista. O Cargo 2429 Torqshift, carro-chefe da linha, pode ser visto no estande ao lado dos modelos Cargo 1419 e Cargo 3129, também mostrados em primeira mão. "A Transposul é a feira mais importante do setor de transporte e logística do Sul do Brasil, e a Ford está presente desde as primeiras edições", recorda o gerente de marketing da Ford Caminhões, Flávio Costa.
A Mercedes-Benz marcou presença na feira apresentando modelos de caminhões como o Actros 2651 F1, Atego 3030, Accelo 1316 e uma Sprinter 415 e um Vito 111 furgão. Além dos veículos expostos, o estande da companhia também divulga os serviços de pré e de pós-venda.

Para Kieling, a feira é o melhor local para debates e negócios

Kieling vê o início de uma evolução a partir da melhoria na confiança
Kieling vê o início de uma evolução a partir da melhoria na confiança
JONATHAN HECKLER/JC
Se o ditado a união faz a força está correto, a Transposul contribui para que os empreendedores logísticos concentrem esforços para desenvolver o setor. O presidente do Setcergs, Afrânio Kieling, reforça que, assim como os temas debatidos no encontro, vários negócios são iniciados na Transposul através de simples conversas ou consultas, e são fechados posteriormente.
JC Logística - Quais são os benefícios gerados pela Transposul durante e após o acontecimento da feira?
Afrânio Kieling - Neste momento, todo mundo precisa vender, as empresas precisam comercializar caminhões e pneus; e os transportadores, movimentar mercadorias. Então, o melhor local para se encontrar é na Transposul, para discutir soluções em conjunto. Como os clientes não aceitam aumentos, as companhias têm que reduzir custos e, quando você reúne embarcador, transportador e recebedor, há um melhor entendimento da situação e perspectiva de melhorias. Além disso, muitas conversas na feira resultam, futuramente, em bons negócios.
JC Logística - O senhor espera que o desempenho do mercado de logística melhore antes do final deste ano ainda?
Kieling - Espero. A gente já começa a sentir uma evolução, por conta de uma melhora na confiança. O grande fator é a geração de mais empregos.
JC Logística - Quais os assuntos debatidos na feira que deverão permanecer em pauta após o final do evento?
Kieling - Serão discutidos os exames toxicológicos para os motoristas profissionais, a infraestrutura e os pedágios. O problema do Rio Grande do Sul, um estado que possui um dos maiores custos logísticos do Brasil, é não ter infraestrutura. O Setcergs é a favor dos pedágios, desde que tenha um marco regulatório. E não pode ser um preço fixo. Quando a estrada tem um grande volume de carros, tem que diminuir o custo.
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