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Empresas & Negócios

- Publicada em 14 de Julho de 2016 às 11:52

Alvo definido e arcos em mãos

 Empresas&Negócios - Projeto Arcos - Arquivo Gedore

Empresas&Negócios - Projeto Arcos - Arquivo Gedore


ARQUIVO GEDORE /DIVULGAÇÃO/JC
Nicole Feijó
Arco: arma portátil e perfurante, construída de vara forte e flexível com uma corda presa às suas extremidades, com que se atiram flechas. Para a empresa de ferramentas Gedore, o significado está além do dicionário: é um instrumento humano simples, impulsor e confiável, com o qual qualquer um pode acertar um alvo. É assim que a companhia, por meio do Projeto Arcos, trabalha para potencializar lideranças internas, construir soluções colaborativas e promover o engajamento comunitário em São Leopoldo, cidade onde está sediada.
Arco: arma portátil e perfurante, construída de vara forte e flexível com uma corda presa às suas extremidades, com que se atiram flechas. Para a empresa de ferramentas Gedore, o significado está além do dicionário: é um instrumento humano simples, impulsor e confiável, com o qual qualquer um pode acertar um alvo. É assim que a companhia, por meio do Projeto Arcos, trabalha para potencializar lideranças internas, construir soluções colaborativas e promover o engajamento comunitário em São Leopoldo, cidade onde está sediada.
No ano passado, a iniciativa recebeu reforços da Escola Convexo, que aposta no empreendedorismo social para desenvolver lideranças, e dos universitários do curso de Administração com ênfase em Gestão para Inovação e Liderança (GIL) da Unisinos. Os beneficiados foram os alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Castro Alves. A escolha da instituição foi motivada pela proximidade dela à indústria, ambas localizadas no bairro Vicentina. A coordenação selecionou 25 dos seus alunos, de oito a 17 anos, com perfil de líder e capacidade de disseminação de ideias para realizar as atividades propostas no contraturno escolar.
A Gedore convidou seis líderes em potencial para fazer parte do trabalho com os pequenos. Enquanto isso, coordenados pela professora Soraia Schutel, 15 estudantes da Unisinos realizaram um levantamento de dados para esclarecer de que forma poderiam contribuir para o ambiente e a vida dos moradores de Vicentina. O resultado foi a revitalização do Parque do Trabalhador, identificado como local importante para a comunidade. Com o apoio da prefeitura de São Leopoldo e do Serviço Nacional de Educação Industrial (Sesi), realizam o evento "Vem para o parque. O parque é nosso". O projeto rendeu à empresa o prêmio Esarh, que reconhece e incentiva as melhores práticas de gestão de pessoas e responsabilidade social.
Durante quatro meses, os funcionários, profissionais da Convexo e universitários conduziram as crianças a executarem pesquisas de campo, pensarem em problemas e soluções que resultariam no bem-estar do bairro.
Patrícia Misturini, gerente de recursos humanos da empresa, chama atenção para o benefício que a atividade representa aos líderes, que, quando afastados do ambiente empresarial, são estimulados a vencer desafios e lidar com pessoas diferentes das quais estão acostumados. Para a gestora, a transparência e a verdade das crianças são as qualidades que mais acrescentam no aprendizado dos funcionários, pois elas não se importam com hierarquias e os desafiam. "Quando engajamos as pessoas em um mesmo propósito, o envolvimento emocional e o desenvolvimento pessoal acabam sendo maiores e melhores", avalia. "Eles têm o desafio de transformar a empresa em um lugar melhor para trabalhar e a escola em um lugar melhor para estudar", relaciona Bruno Bittencourt, um dos sócios-fundadores da Convexo.
Para Soraia, a força do projeto está na união de diferentes mundos, o que faz com que os gestores e alunos da faculdade também aprendam com as crianças. Quebrar preconceitos e incentivar habilidades emocionais são aprendizagens que estão além do ensino técnico, e nem sempre as escolas e universidades conseguem atingi-las. "Colocar os universitários junto às crianças de uma escola pública amplia, nos dois lados, a capacidade empática, pois os tira da condição individualista e, de quebra, dá a eles uma concepção social da gestão." Tanto Soraia quando Patrícia acreditam que as crianças já possuem capacidade nata de liderança e, quando estimuladas, são capazes de fomentar o microambiente em que vivem. "O grupo que participou está mais responsável e ativo em todas as ações do colégio, não apenas em sala de aula, mas também com o ambiente escolar e as questões do bairro", relata Andreia Vilanova, diretora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Castro Alves.
A segunda edição do projeto está acontecendo desde o início junho e terá duração de seis meses. A iniciativa ampliou o número de gestores, envolvendo agora 15 líderes e diferentes crianças da mesma instituição. Neste ano, o foco não é a comunidade local, mas sim os alunos. "Percebemos que, às vezes, temos que arrumar a nossa casa para depois olhar para fora, pois queremos que essas crianças idealizem um futuro", justifica Patrícia.

Conectando oportunidades e pessoas

A Escola Convexo é uma iniciativa que aposta no desenvolvimento da educação por meio da lógica do empreendedorismo. Onilia Araujo, Bruno Bittencourt e Karin Keller, sócios-fundadores da empresa, junto ao estudante de matemática João Marques e à psicóloga Fran Valgas, realizam laboratórios com crianças de instituições públicas e particulares em três locais diferentes: a escola Nehyta Ramos, onde começaram um espaço dentro da Associação Cultural Vila Flores; e em São Leopoldo, na Gedore.
Nesses locais, acontecem os ConvexoLabs, nos quais as crianças são estimuladas a serem transformadoras com base em quatro movimentos: entender o problema, enxergar as possibilidades, construir um primeiro teste e então deixar algo construído que tenha uma sucessão. "O nosso trabalho é conectar as pessoas a partir de experiências e construir legados", explica Bittencourt.
A atuação não se limita aos laboratórios infantis. Também são executadas atividades com os pais e treinamentos corporativos para educadores. A Convexo mantém ainda uma loja virtual, a Conex, espaço dedicado a quem deseja participar da iniciativa de alguma forma, os chamados mentores.  Apesar de desenvolver as habilidades infantis durante os laboratórios, o objetivo é que o resultado seja ainda mais amplo: engajar pessoas de diferentes realidades e esferas em um propósito comum. 
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