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Porto Alegre, quinta-feira, 23 de junho de 2016. Atualizado às 18h24.

Jornal do Comércio

Política

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Operação Custo Brasil

23/06/2016 - 18h23min. Alterada em 23/06 às 18h24min

Ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira aguarda em casa pela prisão pedida pela PF

O ex-tesoureiro do PT disse que estava em sua residência, enquanto PF tentava cumprir mandado

O ex-tesoureiro do PT disse que estava em sua residência, enquanto PF tentava cumprir mandado


LÚCIO BERNARDO JR/ CÂMARA DOS DEPUTADOS/DIVULGAÇÃO/JC
O ex-deputado e ex-secretário de Finanças do PT Paulo Ferreira aguarda que a Polícia Federal (PF) cumpra mandado de prisão, que foi divulgado nesta quinta-feira (23) dentro da Operação Custo Brasil. Durante o dia, Ferreira fez diversas declarações à imprensa dizendo que estava em casa em Brasília aguardando a PF apresentar a ordem de prisão, além de dizer que soube pelo seu advogado, José Roberto Batocchio, que havia um mandado expedido em seu nome. Ele disse que irá prestar todos os esclarecimentos que forem necessários.
A PF informou que há duas possibilidades para cumprir a prisão: o próprio petista se entregar ou a Justiça emitir um novo mandado, que seria necessário porque o original faria referência à prisão de Ferreira em local diferente de onde está o petista. O petista afirmou que mudou de endereço recentemente e que isso pode ter levado a não ter sido encontrado pela PF.
"Estou aqui aguardando. Ninguém me procurou ainda. Parece que tem um mandado e como não me localizaram ainda já disseram até que estou foragido. Mudei de apartamento recentemente, pode ser isso. Sei que há um mandado relacionado ao Alexandre Romano." 
Ex-vereador petista, Romano delatou esquema de propina no Ministério do Planejamento no ano passado, que acabou levando à prisão, nesta quinta-feira, do ex-ministro da pasta Paulo Bernardo.
Paulo Ferreira disse que agendou várias reuniões do Alexandre Romano com parlamentares do PT, mas nunca se envolveu com os negócios do ex-vereador. Romano pagou algumas despesas da campanha dele, mas eram gastos irrisórios, que giravam em torno de R$ 5 mil, informou. Ferreira alega ainda que não sabia do volume de dinheiro movimentado por Romano. Se soubesse, teria pedido contribuição de campanha mais significativa.
"Não tenho negócios com o Alexandre Romano. Tenho relações políticas. Ele me procurava para eu ver agenda para ele. Ele queria agenda com deputados. Com o Guimarães (José Guimarães, ex-líder do PT na Câmara), por exemplo. Eu fazia agendas para ele, mas nunca me meti nos negócios dele."
Ferreira disse que conhece Romano desde 2006 e sabia que ele atuava como consultor e como advogado, mas sustenta que ficou surpreso quando soube, pelo noticiário da Lava-Jato, que o ex-vereador teria arrecadara, a partir de 2010, R$ 32 milhões em propina de contratos da Consist. O ex-deputado disse que lamenta ter sido acusado pelo ex-vereador de envolvimento em parte dos negócios ilícitos. "Caí, como se diz, com as quatro patas no chão quando soube da arrecadação dele", disse.
O acusado foi secretário de Finanças do PT de 2006 a 2009 e deputado federal de 2012 a 2014. Hoje Ferreira trabalha como professor e assessor da bancada do PT na Câmara. Ferreira foi dirigente do PT gaúcho por anos e assumiu a tesouraria do PT no auge do mensalão, em 2005. Ele é casado com a ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Tereza Campello. A petista integra o núcleo político mantido pela presidente afastada Dilma Rousseff.
Informações Agência Globo
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