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Porto Alegre, terça-feira, 27 de dezembro de 2016. Atualizado às 17h24.

Jornal do Comércio

Política

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Assembleia Legislativa

Notícia da edição impressa de 09/06/2016. Alterada em 27/12 às 18h29min

Comissão de Ética aprova cassação de Jardel

 POL reunião comissão de ética assembleia sobre caso jardel foto Juarez Junior Agência ALRS

POL reunião comissão de ética assembleia sobre caso jardel foto Juarez Junior Agência ALRS


JUAREZ JUNIOR/AGÊNCIA ALRS/JC
Os 12 deputados que compõem a Comissão de Ética Parlamentar da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovaram o pedido de cassação do mandato do deputado Mário Jardel (PSD) por quebra de decoro parlamentar. A decisão foi tomada em sessão na manhã de ontem. Os integrantes votaram a favor do relatório elaborado pela subcomissão processante que havia sido formada para apurar suspeitas envolvendo o ex-jogador de futebol, que está em seu primeiro mandato.
Segundo o deputado Sérgio Turra (PP), que coordena os trabalhos da subcomissão, o caso já foi encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia e, se for novamente aprovado no prazo de cinco sessões legislativas, seguirá para votação em plenário.
Em fevereiro deste ano, o Ministério Público (MP) estadual ofereceu denúncia contra Jardel e outras 10 pessoas após uma investigação deflagrada em novembro de 2015. De acordo com o MP, o grupo extorquiu funcionários, nomeou servidores-fantasma e desviou verbas em benefício próprio. Jardel é denunciado por organização criminosa, uso de documento falso, concussão e peculato, além de lavagem e ocultação de bens. Ao justificar o pedido de cassação, o deputado Marlon Santos (PDT), corregedor do Parlamento estadual, afirmou que o ex-jogador realizava atividades "incompatíveis com o decoro parlamentar". Outro motivo citado foi o envolvimento de Jardel com o tráfico de drogas. "Há provas cabais da utilização de carro indenizado pela Assembleia para andar com traficante de cima para baixo", disse Santos.
Em sua fala, Turra ressaltou que o pedido de cassação é sustentado por um conjunto de motivos, como a fabricação de diárias, o uso da estrutura da Casa para interesses particulares e a ligação com o tráfico de drogas.
Jardel não compareceu à reunião de ontem. O advogado do ex-jogador, Nedy de Vargas Marques, questionou a forma como o processo disciplinar está sendo conduzido. Ele defende que é necessário respeitar o prazo de 60 dias da licença médica do parlamentar, que foi chancelada pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. "O deputado está passando por um profundo quadro de depressão, e isso foi atestado pelo médico psiquiatra que o atende", disse Marques. De acordo com o advogado, neste momento Jardel não tem condições de comparecer a audiências, nem de prestar qualquer tipo de depoimento.
No entanto, Sérgio Turra sustenta que a procuradoria da Assembleia garante a continuidade do processo independentemente do atestado médico. "Nós tentamos notificar o deputado para comparecer e ele não é encontrado em casa há mais de 40 dias. A defesa inclusive arrolou quatro testemunhas, mas só levou uma", disse. Turra acredita que tanto a ausência de Jardel quanto de outras testemunhas faz parte de uma "estratégia de procrastinação", para dar mais tempo de defesa ao deputado investigado.
O advogado de Jardel informou que entrará com um recurso quando o processo estiver em avaliação na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia. "Se for negado, vamos ao Judiciário", disse.
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