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Porto Alegre, quinta-feira, 16 de junho de 2016. Atualizado às 22h29.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 17/06/2016. Alterada em 16/06 às 21h09min

Quem cuida de nossas crianças

Jocelin Azambuja
Os brasileiros ficaram chocados ao ver duas crianças, de 10 e 11 anos, invadirem um condomínio em São Paulo. Furtaram um carro, saíram dirigindo pela rua, com uma arma. Uma acabou morta, a outra, apreendida, logo depois partiu com a "mãe".
Fiquei com essa cena. Assim como foi com as crianças da Candelária no Rio de Janeiro, ou dos meninos que se escondiam no poço do esgoto pluvial em Porto Alegre, temos gerações de crianças infratoras perambulando nas ruas de nossas cidades, drogadas, furtando, sem família, sem escola, sem saúde, sem perspectivas de futuro. São cenas que se repetem todos os dias no País, e a sociedade não acorda. Não cobra dos Poderes, não vê que estamos destruindo o futuro delas e do Brasil.
Que parte da sociedade é essa? Ficam chocados, mas não reagem. Estão preocupados em cuidar de si, de fazer fortuna, roubar ou desviar dinheiro público, arrumar altos salários e gordas aposentadorias, enfim, um quadro desolador.
Onde está a responsabilidade com o futuro das crianças? Os Poderes, envoltos em corrupções de toda a ordem, destroem as esperanças. O Executivo, que não tem mecanismos eficientes de acompanhamento e apoio às crianças do nascimento à maioridade; o Judiciário, lento e desestruturado, não toma medidas efetivas de responsabilização dos que não as protegem; e o Legislativo, que não atende às necessidades da sociedade que deveria representar. Tudo com honrosas exceções, de pessoas, programas públicos ou privados, servidores que tentam cumprir com sua missão.
As estruturas existentes são mais para gerar bons empregos e salários para os marajás de todos os Poderes do que salvar as crianças.
Um País com uma educação deficiente, com um sistema de saúde desqualificado e uma assistência social e judicial que não atende às necessidades do povo não pode dar futuro a essas crianças. Até quando nossa sociedade, egoísta, as deixará sobreviver sem perspectivas de futuro?
Advogado
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