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Porto Alegre, terça-feira, 27 de dezembro de 2016. Atualizado às 15h44.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 10/06/2016. Alterada em 27/12 às 16h48min

Não há espaço para as exigências da CLT

Diogo Rossato
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foi criada para unificar a legislação trabalhista que existia no País em 1943. É evidente que, desde a sua criação até os dias de hoje, mudanças foram realizadas para tentar acompanhar a evolução das empresas e profissionais, muito embora as regras do jogo continuem as mesmas. Elas limitam, dão suporte a reivindicações que, não raras vezes, são impertinentes, inibem iniciativas, ofuscam o dinamismo, neutralizam a inovação e as possibilidades de crescimento para todos, aspectos estes que poderiam agregar valor às empresas e aos ambientes corporativos. Além de engessar as relações, a CLT enrijece contratos e gera um emaranhado de regulamentações além do limite do bom senso, gerando custos extras para os que contratam e uma infinidade de deveres. A inflexibilidade é o pecado que mais desponta na CLT, dificultando o empresariado a tomar decisões que viabilizem o crescimento empresarial e que, por consequência, impedem a geração de novos postos de trabalho.
Atualmente, o mercado é que deveria ditar as regras, nivelando as oportunidades de trabalho, os benefícios e os profissionais que estão disponíveis. A CLT e o Estado prejudicam os empreendedores e os trabalhadores, e aumentam o custo Brasil. O Direito do Trabalho parte do pressuposto de uma relação desigual, na qual o empregador tem o poder econômico e o empregado não tem força alguma, o que é um conceito de valores completamente equivocado nos dias de hoje. Além da evolução da tecnologia em níveis acelerados, os padrões de comportamento também mudaram, principalmente os hábitos, as gerações e as posturas profissionais. As pessoas querem liberdade para trabalhar, para montar as suas agendas de compromissos.
Não é um desafio sindical, e sim um desafio da sociedade. A tecnologia, as pessoas e a CLT precisam encontrar uma forma atualizada de convivência. Com isso, estaríamos muito próximos de criar um ambiente propício para a inovação, para a criação e para o desenvolvimento de novos negócios, bem como de uma nova geração de pessoas muito mais preocupadas em produzir e gerar crescimento do que cumprir suas 44 horas semanais.
Presidente do Seprorgs
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Comentários
Daniel Pereira 10/06/2016 16h30min
As pessoas querem liberdade para trabalhar? Ou o Empresário quer "bypassar"(rasgar) a CLT? Se contratar é caro para o empresário, o governo pode dar uma contrapartida em redução de impostos. Então eu lanço um desafio, vamos fazer um plebiscito? Ai sim vamos ter uma decisão democrática,do contrário estaremos retroagindo para era da escravidão.