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Porto Alegre, terça-feira, 27 de dezembro de 2016. Atualizado às 15h39.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 02/06/2016. Alterada em 27/12 às 16h41min

Pelo fim do "jeitinho" brasileiro

Henrique Girardi
O Brasil vive hoje uma de suas piores crises. A cada novo episódio diminui a esperança de uma recuperação a curto e médio prazo.
O pessimismo é grande. A cada novo boletim Focus divulgado pelo Banco Central, maior a queda do PIB e de outros indicadores econômicos importantes. O Brasil vive hoje uma série de crises, entre elas: a falta de novas lideranças com potencial de contribuir para a retomada do nosso desenvolvimento, a falta de ética e o foco, excessivo, de nossos políticos em seus próprios interesses, e a guerra política entre partidos, desconsiderando as necessidades da população e a urgência de novas medidas.
Todos esses fatores causam desconfiança em investidores e empresários que preferem não arriscar e alocar recursos em um país que não dá sinais de recuperação. Essa reação de investidores retroalimenta e afunda ainda mais o Brasil. O governo precisa quebrar este ciclo.
Entre todas as dificuldades vividas, destaco uma. O egoísmo. Cada vez mais presente em discursos e manifestações de políticos e de eleitores. Na política, as pessoas estão sempre tentando te convencer sobre determinado ponto. Não querem dialogar. Por outro lado, nas empresas, o egoísmo também é comum. Ele está relacionado à teoria da agência, onde o autointeresse do indivíduo se sobrepõe aos interesses coletivo. Quando isto acontece, as decisões tomadas não são as melhores. Sendo assim, é difícil de estabelecer uma direção para uma sociedade ou empresa quando o egoísmo é predominante.
Precisamos, necessariamente, reequilibrar esta balança e tornar nossas instituições mais forte em busca de equidade - princípio básico de Governança Corporativa. Hoje, apesar de pessimista, aposto no surgimento de novas lideranças empresariais que estabeleçam um novo ambiente e modelo de gestão no País e que criem uma nova ordem para o progresso nacional. Novas lideranças sem o jeitinho (egoísta e corrupto) brasileiro.
Empresário
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