Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 27 de junho de 2016. Atualizado às 00h43.

Jornal do Comércio

Internacional

COMENTAR | CORRIGIR

espanha

Notícia da edição impressa de 27/06/2016. Alterada em 26/06 às 20h36min

Partido Popular vence pleito na Espanha, mas não obtém maioria

A partir de 19 de julho, PP deve se reunir para formar um governo

A partir de 19 de julho, PP deve se reunir para formar um governo


CESAR MANSO/AFP/JC
Após seis meses de impasse político, eleitores espanhóis voltaram às urnas ontem para eleger seu próximo governo. Às 20h, com 90% das urnas apuradas, os resultados, porém, apontavam para um cenário semelhante àquele que, em dezembro, obrigou o país a repetir o pleito.
O conservador PP (Partido Popular) venceu as eleições, elegendo 137 deputados, um incremento de 14 assentos em relação aos 123 de 2015. O Psoe (Partido Socialista Operário Espanhol, centro-esquerda), em segundo lugar, terá 85 cadeiras, em comparação com as 90 recebidas em dezembro passado. O terceiro colocado, a coalizão de esquerda Unidos Podemos terá 71 assentos, no lugar das 69 que havia reunido anteriormente.
O partido Cidadãos, que estreou nas eleições de dezembro como um importante ator político, sofreu uma derrota considerável, reduzindo seu número de deputados de 40 para 32.
Os resultados surpreendem. Pesquisas e analistas apontavam que o Unidos Podemos chegaria em segundo lugar, desbancando o Psoe de sua posição como líder da esquerda. Também surpreende o resultado do PP, a despeito dos escândalos de corrupção.
A vitória do PP, porém, não significa que o partido governará a Espanha. A formação do governo é um complicado processo no país, pois é necessário acumular 176 assentos para chegar ao poder - uma cifra que nenhum dos partidos consegue reunir sozinho.
Isso significa que as lideranças políticas terão de, mais uma vez, sentar-se e negociar. Diante do mesmo desafio, em dezembro, os quatro principais partidos fracassaram e foi necessário convocar novas eleições. É uma perspectiva desanimadora, e pode a explicar a baixa participação no pleito, de 69%, uma das piores registradas.
O impasse dos últimos seis meses significou a paralisia do Parlamento, um Executivo provisório com poderes limitados, novos gastos com campanhas e o cansaço da população diante de partidos incapazes de chegar a um consenso. Na atual situação, a Espanha não pode renovar seu orçamento, e o investimento público está congelado. Mariano Rajoy (PP) mantém seu cargo de premiê em exercício, enquanto durar o processo eleitoral.
O novo Parlamento deve ser inaugurado em 19 de julho. A partir de então, o rei deve reunir-se com os representantes dos partidos e escolher um deles para tentar formar um governo.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia