Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 14 de junho de 2016. Atualizado às 13h55.

Jornal do Comércio

Internacional

COMENTAR | CORRIGIR

ESTADOS UNIDOS

14/06/2016 - 13h55min. Alterada em 14/06 às 13h55min

Trump propõe banir entrada de muçulmanos nos EUA

 BRIARCLIFF MANOR, NY - JUNE 07: U.S. Republican Presidential candidate Donald Trump addresses supporters and the media following primary elections on June 7, 2016 in Briarcliff Manor, New York. Trump spoke to the media at Trump National Golf Club.   John Moore/Getty Images/AFP

Trump propôs o fim temporário da imigração de muçulmanos para os Estados Unidos


JOHN MOORE/AFP/JC
Agência Brasil
O massacre em um clube noturno de Orlando, na Flórida, no último domingo (12), mudou o tom da campanha presidencial dos Estados Unidos e trouxe temas como o acesso a armas e políticas de imigração para o centro dos debates entre os candidatos que disputam uma vaga dentro de seus partidos para concorrerem às eleições presidenciais.
Na madrugada de domingo, o norte-americano e filho de afegãos Omar Mateen entrou na boate Pulse e abriu fogo contra frequentadores do local, voltado para o público LGBT, deixando 49 mortos e 53 feridos. Momentos antes do massacre, Omar ligou para a Polícia e declarou fidelidade ao Estado Islâmico. Omar foi morto por policiais.
O candidato do Partido Republicano Donald Trump propôs então o fim temporário da imigração de muçulmanos para os Estados Unidos. Já a candidata democrata Hillary Clinton, adotou discurso de diálogo com os imigrantes e com a comunidade muçulmana para evitar ataques terroristas no futuro.
Em discurso ontem (13), no estado de New Hampshire, Trump insinuou que o presidente Barack Obama não adota medidas para derrotar quem planeja atacar alvos nos Estados Unidos. Disse ainda que a atual política migratória dos Estados Unidos é "disfuncional" e "administrativamente incompetente". Ele também criticou a candidata democrata Hillary Clinton por se recusar a chamar os radicais muçulmanos de "terroristas".
Ao defender que a imigração de muçulmanos seja proibida temporariamente, Trump disse que se referia a "áreas do mundo onde há um histórico comprovado de terrorismo contra os Estados Unidos, Europa e outros aliados." Ele não especificou que países seriam afetados ou se a suspensão se aplicaria independentemente da religião.
Já a candidata democrata Hillary Clinton disse, em declarações à imprensa na cidade de Cleveland, Ohio, que em vez de proibir a entrada de muçulmanos, a melhor política é buscar o diálogo com a comunidade.
Ela lembrou que "milhões de pessoas que professam a religião muçulmana vivem pacificamente nos Estados Unidos" e considera injusto condenar todos os muçulmanos que vivem nos Estados Unidos por causa de uma pessoa. Hillary sugere que é importante fortalecer o contato com a grande maioria de muçulmanos que vive no país, em vez de isolar a comunidade.
O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Jeh Johnson, criticou a proposta de Trump. Em entrevista à rede de televisão ABC, Johnson disse que negar aos muçulmanos o direito de entrar nos Estados Unidos seria uma medida "contraproducente" e que "não iria funcionar".
Segundo ele, o momento é de "construir pontes" com as comunidades americanas muçulmanas para discutir as razões que levaram um seguidor da religião muçulmana a atirar em pessoas da comunidade LGBT que frequentavam o clube noturno da Flórida.
De acordo com o secretário, banir a entrada de muçulmanos não é apenas uma "solução simplista", como irreal porque significa proibir a imigração de pessoas de toda uma região do mundo. "Precisamos construir pontes com as comunidades muçulmanas nos Estados Unidos agora, para incentivá-los, inclusive, a nos ajudar nos nossos esforços de segurança interna", disse Johnson.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia