Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 13 de junho de 2016. Atualizado às 23h07.

Jornal do Comércio

Internacional

COMENTAR | CORRIGIR

Estados Unidos

Notícia da edição impressa de 14/06/2016. Alterada em 13/06 às 20h10min

Autor de ataque a boate não recebeu apoio externo, diz Obama

Bandeiras em Washington, capital do país, ficaram a meio mastro

Bandeiras em Washington, capital do país, ficaram à meio mastro nesta segunda-feira


MARK WILSON/GETTY IMAGES/AFP/JC
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou ontem que o autor do ataque a tiros em uma boate LGBT de Orlando, que deixou 49 mortos, se radicalizou sozinho e não parece ter recebido auxílio externo. O ataque foi "certamente um exemplo do extremismo local com que todos vocês tanto têm se preocupado", disse Obama, após reunião com assessores de segurança para discutir o ataque. O presidente disse que o vínculo com o terrorismo no caso parecia similar "ao que nós vimos em San Bernardino", mas disse que os investigadores ainda não têm o quadro completo do que ocorreu.
Obama se referiu a um ataque de dezembro de 2015, onde um casal matou 14 pessoas em San Bernardino, na Califórnia. O presidente disse que, no caso de Orlando, o autor da ação, Omar Mateen, comprou uma arma legalmente e foi inspirado por informações extremistas disseminadas pela internet. Mateen declarou obediência ao Estado Islâmico "no último minuto", disse Obama.
"Um dos maiores desafios que teremos é esse tipo de propaganda e perversões do Islã que se veem geradas na internet e a capacidade para aqueles que penetram corações e mentes de indivíduos com problemas", disse o presidente, após a reunião na Casa Branca. Segundo ele, conter essa ideologia extremista será cada vez mais tão importante quanto garantir que se desarticulem grandes planos terroristas criados no exterior. Obama também pediu às pessoas que avaliem como responder aos ataques, para evitar um debate maniqueísta sobre o terrorismo ou o controle de armas e em vez disso avaliar como lidar com as duas questões simultaneamente.
O número de mortos chegou a 50, mas autoridades reviram os cálculos e apontaram agora 49 mortos e 53 feridos. A política disse que o próprio Mateen foi morto a tiros por volta das 5h (hora local) do domingo.
 

Organização das Nações Unidas e chefes de Estado condenam ato

O ataque em Orlando, na Flórida, foi amplamente condenado pela comunidade internacional. Ainda no domingo, o chefe para Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Zeid Ra'ad Hussein, denunciou o assassinato em massa no clube frequentado pela comunidade LGBT. "Eu condeno, com a maior veemência possível, os ataques ultrajantes de extremistas violentos sobre pessoas inocentes, escolhidas ao acaso, por suas crenças, opiniões ou orientação sexual", disse, na abertura da reunião do Conselho sobre Direitos Humanos.
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, que está em viagem à China, disse ter o "coração pesado" com o fato de que "o ódio e a maldade de uma pessoa tenha custado a vida de 50". Ela acrescentou que é importante manter nossa "vida aberta e tolerante". Em Berlim, dezenas de pessoas se reuniram em frente à embaixada norte-americana para homenagear as vítimas.
A agência estatal de notícias Xinhua publicou uma matéria afirmando que o presidente chinês, Xi Jinping, telefonou ao presidente Barack Obama para prestar suas condolências sobre o ocorrido. No Japão, o primeiro-ministro Shinzo Abe condenou os ataques e também prestou condolências às vítimas e suas famílias. "O Japão está ao lado do povo dos EUA", disse a repórteres nesta segunda-feira, acrescentando que "este ato desprezível de terror não pode ser tolerado".

Investigações não apontam ligação do criminoso com o Estado Islâmico

A polícia dos Estados Unidos está em busca de detalhes da linha do tempo do tiroteio na casa noturna Pulse. Às 8h de ontem, famílias de 48 vítimas fatais tinham sido notificadas. A cidade de Orlando divulgou o nome de 26 pessoas assassinadas na boate, a maioria com idade entre 20 e 40 anos.
Autoridades que avaliaram a propaganda do Estado Islâmico assumindo a autoria pelos ataques disseram não ter encontrado nenhum elo entre o grupo e o atirador. No entanto, o FBI teria aberto contra ele duas investigações sobre ligação com terrorismo nos últimos anos, mas encerrou ambos os casos após entrevistas inconclusivas.
A investigação aponta que o terrorista abriu fogo dentro da boate perto das 2h, levando muitos a deixar correndo o local. Outros ficaram presos naquilo que se tornou um cerco que durou horas. Neste ínterim, Mateen ligou para a polícia e reivindicou aliança com o grupo extremista Estado Islâmico.
Mateen, de 29 anos, trabalhava como guarda de segurança, tinha licença para portar armas e era cidadão norte-americano. Seus pais são imigrantes afegãos. Uma pessoa que se identificou como ex-mulher do atirador o descreveu como "desequilibrado" e disse que ela era abusada durante o casamento dos dois.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia