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Porto Alegre, terça-feira, 27 de dezembro de 2016. Atualizado às 15h29.

Jornal do Comércio

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Educação

Notícia da edição impressa de 02/06/2016. Alterada em 27/12 às 16h31min

Estudante registrará BO contra policial por agressão

Isabella Sander
Um vídeo compartilhado em redes sociais denunciou, na terça-feira, agressões deferidas por um policial militar a um estudante da Escola Estadual de Ensino Médio Padre Reus, na Zona Sul de Porto Alegre. Gabriel Rucco, de 18 anos, é aluno do 3º ano e participa da ocupação da instituição há três semanas. O jovem fará Boletim de Ocorrência (BO) registrando a agressão.
O caso aconteceu durante manifestação dos ocupantes, que interromperam o fluxo dos carros na avenida Wenceslau Escobar. A Brigada Militar (BM) chegou ao local para realizar a desobstrução da via. No vídeo divulgado pelo coletivo Mídia Ninja, um PM aparece acertando o cassetete e dando um chute em um garoto para que ele saia do meio da rua. Depois, outro policial conversa com os jovens e nega que tenha havido agressão.
"Eu estava ocupando a rua, o PM veio e me deu uma cacetada no quadril e um chute no joelho", conta Rucco. Segundo o jovem, o clima entre os ocupantes e a corporação era de hostilidade. "Ironizaram, me mandando fazer exame de corpo de delito. Mesmo com essa hostilidade, quero fazer BO denunciando a agressão", destaca.
O comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Kleber Goulart, admite que o policial que agrediu Rucco "não empregou a melhor técnica". "A atuação do PM será apurada e, dependendo, ele poderá passar por uma reciclagem ou outra medida administrativa, para que reveja sua conduta", garante. Goulart ressalta, por outro lado, que se tratou de um caso isolado.
A situação se deu, conforme o comandante, devido a um conflito de direitos, no qual estudantes exerciam seu direito de se manifestar, mas limitavam o direito à livre circulação dos veículos na via. "Ao chegar, a BM tentou conversar, mas não conseguimos estabelecer nenhum acordo", relata. O tenente-coronel, então, determinou que a via fosse desobstruída, através do uso de força progressiva. Alguns estudantes foram pegos pelo braço e colocados no canteiro central.
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