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Porto Alegre, quinta-feira, 16 de junho de 2016. Atualizado às 19h01.

Jornal do Comércio

Esportes

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seleção brasileira

16/06/2016 - 19h01min. Alterada em 16/06 às 19h01min

Pelé defende Dunga, mas aprova ida de Tite para a seleção brasileira

Pelé saiu em defesa do técnico Dunga nesta quinta-feira, em evento no qual foi homenageado com a Ordem Olímpica, entregue pelo presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI). O Rei do Futebol afirmou que a demissão de Dunga foi injusta, mas ponderou que foi positiva a contratação de Tite para comandar a seleção brasileira.
"Não acho justo muitos críticos falarem mal do Dunga. Ele não tem nada a ver com isso [a queda precoce na Copa América Centenário]. Ele fez o papel dele. Infelizmente a seleção não tinha tempo de treinar. Mudava o time todo de um torneio, de uma competição para outra. Ele não tem culpa nenhuma", declarou Pelé.
Apesar de demonstrar insatisfação com a demissão de Dunga, o ex-jogador aprovou o acerto com Tite - que ainda não foi oficializado pela CBF. "O Tite foi bem escolhido e a seleção está boas mãos", afirmou Pelé, na saída do evento realizado em Santos.
A cerimônia foi realizada no Museu Pelé, na cidade litorânea. "Tentaram fazer essa cerimônia na Inglaterra e nos Estados Unidos, mas eu pedi que fosse feita em Santos, porque foi aqui que eu comecei a minha carreira de jogador de futebol. Foi de Santos que eu saí para o mundo", disse Pelé em seu discurso após receber a homenagem das mãos do presidente do COI, o alemão Thomas Bach.
"Na minha época, jogador profissional não podia participar da Olimpíada. E eu costumo brincar que o Brasil jamais ganhou uma medalha olímpica no futebol porque eu nunca joguei", disse Pelé, sorrindo e arrancado aplausos da pessoas presentes à cerimônia.
A ideia de agraciar Pelé partiu do Comitê Olímpico do Brasil (COB). "A discussão sobre se ele merecia ou não a honraria durou alguns segundos", disse Bach. Presente no evento, o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, ressaltou a importância do Rei do Futebol para o esporte mundial. "Não é necessário ressaltar sua importância, seus gols, suas conquistas e também o ser humano que ele é, porque o Pelé é universal", disse.
"Durante a nossa campanha para que o Rio de Janeiro fosse a sede dos Jogos Olímpicos de 2016, estávamos na África, em uma reunião com os comitês olímpicos de alguns países daquele continente, e o Pelé chegou. Então, o presidente de um dos comitês disse: 'O rei chegou'. E outro perguntou: 'Qual rei?'. E a resposta foi: 'O rei do mundo'. Essa história resume da importância do Pelé. Ele é um símbolo e um exemplo", disse Nuzman.
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