Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 27 de junho de 2016. Atualizado às 19h05.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

mercado financeiro

27/06/2016 - 19h05min. Alterada em 27/06 às 19h06min

Dúvidas sobre Brexit mantêm dólar em alta, mas fluxo ajuda a conter movimento

As preocupações em torno da saída do Reino Unido da União Europeia mantiveram a alta do dólar ante o real nesta segunda-feira (27), em linha com o movimento do câmbio lá fora. A libra esterlina seguiu em baixa. O dólar à vista no balcão fechou aos R$ 3,3918, em alta de 0,42%, com aumento do volume total de negócios, para US$ 2,734 bilhões, ante US$ 1,667 bilhão na última sexta-feira. No mercado futuro, o dólar para julho encerrou em alta, de 0,50%, aos R$ 3,3970, com giro de US$ 14,306 bilhões.
Como consequência da decisão britânica, as notas de crédito do Reino Unido foram rebaixadas hoje pelas agências Standard & Poor's e Fitch. A S&P cortou o rating de longo prazo do Reino Unido de AAA para AA, e manteve a perspectiva negativa. A alegação é de que o Brexit "irá enfraquecer a previsibilidade, a estabilidade e a efetividade do cenário político no país, afetar a economia e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), bem como seu equilíbrio fiscal e externo". Já a Fitch reduziu a nota de AA+ para AA, com perspectiva negativa, sob o argumento de que o Brexit prejudicará a economia, finanças e política do Reino Unido.
A valorização do dólar frente o real, porém, foi mais contida que no exterior. Isso devido a ingressos de recursos estrangeiros no mercado doméstico. Pesou também a perspectiva de migração de fluxo para cá decorrente da possibilidade de injeção de liquidez por bancos centrais nos mercados para estimular e garantir a estabilidade da economia. Além disso, o aumento da aposta no adiamento da alta de juros nos EUA para início de 2017 ajudou a conter a desvalorização do real.
Segundo operadores de câmbio, houve um movimento de antecipação da rolagem de contratos cambiais (dólar futuro e FRA de cupom cambial) na sessão, que favoreceu a elevação do volume de negócios em geral e também das taxas no mercado de cupom cambial de curto prazo. A taxa do FRA de cupom de agosto na BM&FBovespa subia a 4,00% no final da tarde de segunda-feira, ante taxa de 3,75% do fechamento na sexta-feira.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia