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Porto Alegre, quarta-feira, 22 de junho de 2016. Atualizado às 10h34.

Jornal do Comércio

Economia

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telecomunicações

Notícia da edição impressa de 22/06/2016. Alterada em 22/06 às 10h34min

Procon alerta para efeitos do pedido de recuperação judicial da Oi a clientes

Cauê Vieira disse que a companhia deve mais de R$ 1 milhão em multas ao órgão

Cauê Vieira disse que a companhia deve mais de R$ 1 milhão em multas ao órgão


Ederson Nunes/CMPA/Divulgação/JC
Amanda Jansson Breitsameter
Caso seja aceita, a recuperação judicial bilionária da Oi e a maior até agora no Brasil deve atingir consumidores no Estado. O diretor do Procon de Porto Alegre, Cauê Vieira, adverte que o processo será demorado, pelo volume do passivo (R$ 65 bilhões) e diversidade de credores, e que devem ser prejudicados clientes que possuem ações judiciais com valores a receber da empresa. O pedido de recuperação judicial foi feito pela companhia nesta segunda-feira (20).
Se o pleito for aceito, o coordenador do órgão destaca que os processos judiciais que já têm valores definidos a serem pagos para clientes da Oi deverão ser suspensos até que a reestruturação seja concluída. "Uma reestruturação dessas, com bancos nacionais e credores internacionais, é um processo bastante complexo", alerta. Além de débitos com consumidores, o diretor do Procon informou que a empresa acumula mais de R$ 1 milhão em multas vencidas e ainda não pagas ao órgão da Capital. Esse passivo também poderá ser afetado, com mais adiamento na quitação.
Os usuários da Oi, maior operadora de telefonia fixa no Rio Grande do Sul, porém, não devem sofrer impacto no uso do serviço, além do que já gera reclamações no órgão. A Oi costuma liderar a lista de queixas. Vieira explicou que a expectativa é de que o pedido, "de caráter principalmente financeiro e administrativo", não traga reflexos à utilização pelos clientes.
O diretor do Procon observou que a reestruturação também não deve atingir canais de atendimento aos consumidores e prestação dos serviços. "SAC, canais on-line, nada disso pode deixar de funcionar", explica. "Os serviços não podem ser afetados, principalmente porque os clientes são fonte de receita e não de despesa. A empresa deve seguir atendendo para auxiliar o processo de recuperação."
A Oi deixou o primeiro lugar entre as empresas que mais receberam reclamações no Procon de Porto Alegre em maio, dando lugar à Vivo, responsável por 8,05% das queixas, contra 6,9% envolvendo a Oi. As empresas de telefonia lideram o ranking de problemas com os consumidores. 
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