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Porto Alegre, terça-feira, 21 de junho de 2016. Atualizado às 17h42.

Jornal do Comércio

Economia

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Endividamento

Notícia da edição impressa de 21/06/2016. Alterada em 21/06 às 14h16min

Oi pede recuperação judicial de R$ 65 bilhões

Operadora encerrou 1º trimestre com prejuízo de R$ 1,64 bilhão

Operadora encerrou 1º trimestre com prejuízo de R$ 1,64 bilhão


OI/DIVULGAÇÃO/JC
A operadora de telefonia Oi pediu recuperação judicial ontem. No total, a empresa incluiu R$ 65 bilhões em dívidas no processo. É o maior pedido de recuperação judicial já protocolado no Brasil, recorde que pertencia à OGX, do empresário Eike Batista, que declarou à Justiça ter dívidas de R$ 11,2 bilhões em 2013.
As empresas que estão citadas no pedido são Oi Móvel S.A., Telemar Norte Leste S.A., Copart 4 Participações S.A., Copart 5 Participações S.A., Portugal Telecom International Finance BV, Oi Brasil Holdings Coöperatief U.A. ("Empresas Oi"). O pedido foi ajuizado no Tribunal de Justiça (TJ) na Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.
A Oi diz, no comunicado, que julgou que a apresentação do pedido de recuperação judicial seria a medida mais adequada, neste momento, para preservar a continuidade da oferta de serviços de qualidade a seus clientes, dentro das regras e compromissos assumidos com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), preservar o valor das Empresas Oi, manter a continuidade de seu negócio e sua função social, de forma a proteger os interesses das Empresas Oi e de suas subsidiárias, de seus clientes, de seus acionistas e demais stakeholders, e proteger o caixa das Empresas Oi.
A empresa disse, em fato relevante, que o pedido de recuperação judicial será submetido à deliberação da Assembleia Geral da Companhia, cuja convocação foi aprovada ontem pelo Conselho de Administração. A Oi acrescentou em seu comunicado que manterá normalmente sua atuação, com suas atividades comerciais, operacionais e administrativas e o "foco nos investimentos em projetos estruturantes que visam a promover melhoria de qualidade na prestação de seus serviços, de forma a continuar levando avanços tecnológicos, alto padrão de atendimento e inovação aos clientes".
A companhia informa ainda que não existe mudança prevista na estrutura do quadro funcional ou de gestão das Empresas Oi no âmbito do processo de recuperação judicial, caso o pedido venha a ser aceito, e todas as obrigações trabalhistas da companhia e benefícios atuais serão mantidos normalmente. "As empresas esperam que as suas movimentações sigam o curso natural da dinâmica setorial, macroeconômica e do direcionamento estratégico dos negócios. O time da Companhia manterá seu foco operacional na realização dos projetos previstos em orçamento e na busca das metas estimadas para 2016", diz o comunicado.
No dia 10, o então diretor-presidente da empresa, Bayard Gontijo, renunciou ao cargo. Ele havia assumido no início do ano, após saída repentina de Zeinal Bava, que renunciou após calote de quase € 1 bilhão da holding Rioforte, do Grupo Espírito Santo, maior sócio da Portugal Telecom, com quem a Oi estava se fundindo. Ao assumir, Gontijo havia prometido reestruturar a pesada dívida da empresa. Gontijo foi substituído pelo diretor financeiro Marco Schroeder.
A Oi encerrou o primeiro trimestre do ano com prejuízo líquido de R$ 1,64 bilhão. Em março, a dívida líquida da empresa estava em R$ 40,84 bilhões - alta de 7% ante o fim do ano passado, enquanto o caixa disponível ficou em R$ 8,53 bilhões, queda de 49,3% sobre o trimestre imediatamente anterior.

Vale paga US$ 1 bilhão referente a linhas de crédito rotativo

Em comunicado sobre amortização de dívida, a Vale informou que pagou US$ 1 bilhão dos US$ 3 bilhões desembolsados de suas linhas de crédito rotativo em janeiro de 2016. A mineradora lembrou que, como anunciado anteriormente, utilizou parte dos recursos de US$ 1,250 bilhão da emissão de bônus com cupom de 5,875% e vencimento em 2021, para pagar algumas de suas linhas de crédito.
A companhia disse ainda que a amortização é consistente com a sua estratégia de gerenciar o perfil da dívida, alongando seu prazo médio e recompondo a disponibilidade das linhas de crédito rotativo.
Em janeiro, a Vale tinha informado sobre um desembolso de US$ 3 bilhões, dos US$ 5 bilhões, de suas linhas de crédito rotativo. Na ocasião, explicou que o objetivo era aumentar a liquidez e cobrir, assim, as potenciais necessidades de fluxo de caixa até a conclusão de seu programa de desinvestimentos, em especial a transação de carvão envolvendo Moatize e o Corredor Logístico de Nacala.
A empresa também disse naquela ocasião que parte do montante levantado cobriria os fundos utilizados para amortizar os bonds com vencimento no primeiro trimestre de 2016.
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Comentários
Leandro Silva 21/06/2016 17h14min
A Oi nunca teve preocupação com seus clientes, nunca se preocupou com a qualidade de seus serviços, tem o maior índice de reclamação junto a Anatel. Tenho um problema com o Velox da Oi, e a 5 anos nada foi resolvido. Agora vem dizer que o pedido de recuperação judicial é motivado para manter a qualidade de seus serviços. Que mentira absurda. A Oi nunca se preocupou com seus clientes e nem com a qualidade de seus serviços. A Oi é tudo que existe de mais seboso, nojento e repugnante neste mundo.
Leandro Silva 21/06/2016 16h37min
"A Oi diz, ... para preservar a continuidade da oferta de serviços de qualidade a seus clientes". Se a Oi alega que um dos motivos do pedido recuperação judicial, é para preservar a qualidade de seus serviços, tenham a certeza que é mentira. Mesmo antes desse problema financeiro da Oi, seus serviços prestados nunca, mais nem de longe, tiveram qualidade. Tenho contratado 5 mega no Oi Velox, porem recebo abaixo de 1 mega, tenho a 2 anos reclamação registrada junto a Oi e Anatel e nada foi resolvido
Daniel Pereira 21/06/2016 11h15min
Ué? Não era só privatizar que resolvia tudo? Pílula do FMI com boa noite cinderela. Acordaram agora? É era tudo mentira!