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Porto Alegre, quarta-feira, 15 de junho de 2016. Atualizado às 18h51.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

15/06/2016 - 18h51min. Alterada em 15/06 às 18h51min

Dólar cai pela 2ª sessão seguida após sinais de manutenção de juros nos EUA

O dólar fechou em queda ante o real nesta quarta-feira (15), pelo segundo dia consecutivo no mercado à vista, após a sinalização do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de que pode levar algum tempo para aumentar os juros nos Estados Unidos. A expectativa em torno do banco central norte-americano prevaleceu sobre o turbulento noticiário político brasileiro, que incluiu hoje a delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, na qual foi citado o presidente em exercício Michel Temer (PMDB) e outros 20 políticos.
A moeda no mercado à vista terminou em baixa de 0,25%, aos R$ 3,4714 no balcão. O giro financeiro somou US$ 1,908 bilhão, ajudado pela alta volatilidade no dia, de 1,49% entre a mínima e a máxima intraday. O dólar futuro para julho fechou com recuo de 0,19%, cotado em R$ 3,4895, com giro financeiro de US$ 15,668 bilhões.
Em entrevista coletiva, a presidente do BC norte-americano, Janet Yellen, ajudou a fortalecer as impressões do mercado ao ressaltar que "vamos continuar a monitorar a inflação atual e esperar progresso em direção à meta (de 2% ao ano)". Os comentários, que incluíram ainda preocupações com o Brexit, foram proferidos após o Fed anunciar a manutenção das taxas dos Fed Funds entre 0,25% e 0,50% e da taxa de redesconto em 1,00%.
Antes de acelerar a queda em reação ao Fed, entretanto, o dólar chegou a subir pontualmente à tarde. A alta momentânea foi decorrente das citações do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado em delação premiada homologada pelo STF. De acordo com o delator, 20 políticos teriam recebido propinas no esquema de corrupção na subsidiária da Petrobras e também o presidente em exercício Michel Temer teria pedido ao delator doações para a campanha de Gabriel Chalita (PMDB) à Prefeitura de São Paulo em 2012.
Segundo a delação de Sergio Machado, todos os políticos citados por ele "sabiam" do funcionamento do esquema de corrupção capitaneado por ele na estatal e "embora a palavra propina não fosse dita, esses políticos sabiam, ao procurarem o depoente, que não obteriam dele doação com recursos do próprio, enquanto pessoa física, nem da Transpetro, e sim de empresas que tinham relacionamento contratual com a Transpetro".
Mais cedo, a divisa norte-americana também mostrou tendência de queda, em meio à entrevista do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, sobre a PEC do teto de gastos, apresentada hoje aos líderes do Congresso.
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