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Porto Alegre, quarta-feira, 15 de junho de 2016. Atualizado às 08h06.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

15/06/2016 - 08h06min.

Bolsas asiáticas ignoram decisão do MSCI e fecham em alta de olho no Fed e BoJ

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quarta-feira (15), ignorando a decisão do provedor Morgan Stanley Capital International (MSCI) de adiar a inclusão de ações chinesas classe A (listadas em Xangai e com limites à posse por estrangeiros) em seu prestigiado índice de economias emergentes, o MSCI Emerging Markets Index, com os investidores de olho nas reuniões de política monetária do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) e do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês).

A maioria dos mercados asiáticos reverteram as perdas da semana, apesar de temores contínuos sobre a possibilidade de o Reino Unido optar por sair da União Europeia ("Brexit") no plebiscito marcado para o dia 23 de junho. No entanto, passada a expectativa com o anúncio do MSCI, o mercado se voltou para a decisão do Fed, que sairá hoje às 15h (de Brasília) e do BoJ, às 23h desta quarta-feira (quinta-feira no horário local).

Apesar de o mercado não esperar por mudanças nas taxas de juros, os investidores aguardam com expectativa o discurso da presidente do Fed, Janet Yellen, em busca de pistas para saber qual será o ritmo de elevações de juros nos EUA neste ano. Além disso, analistas apontam para especulações em torno de medidas de estímulos que possam ser anunciadas pelo BoJ, uma vez que o país luta contra a deflação.

Com isso, o Nikkei, índice que reúne as empresas mais negociadas na capital do Japão, aproveitou para se recuperar e subiu 0,40%, a 15.919,58 pontos, após quatro sessões seguidas de quedas, que acumularam perdas de 4%. O recuperação do dólar ante o iene também ajudou as empresas exportadoras japonesas.

Durante as duas últimas semanas, a expectativa foi grande diante da possibilidade de o MSCI incluir as ações chinesas em seu índice de emergentes, que atualmente possui cerca de US$ 1,5 trilhão em ativos, o que levou as bolsas a subirem. Acrescentado as ações chinesas ao índice, este monitoraria cerca de US$ 1,7 trilhão em ativos, o que poderia levar dezenas de bilhões de dólares ao mercado de ações da China, num momento em que a economia do país desacelera.

No entanto, o fato da decisão já ter sido adiada outras duas vezes, levou os investidores a uma cautela maior durante os últimos pregões, o que explica o movimento positivo no pregão de hoje. Ao fechar a porta, por agora, o MSCI deu um golpe mais uma vez para os esforços da China para se juntar aos mercados internacionais. Ainda assim, o prestador de referência enfatizou que a China estava ficando mais perto de uma inclusão, em uma apresentação com mais detalhes do que no ano passado.

Ao conduzir sua revisão, a empresa disse que as autoridades chinesas introduziram melhoras significativas na acessibilidade no mercado de ações "classe A" do país, mas ponderou que grandes investidores internacionais ressaltaram a necessidade de um período de observação para avaliar a eficácia das novas políticas de suspensão de negociações. De acordo com o MSCI, a proposta seria incluída na revisão do próximo ano, mas a empresa não descarta um anúncio extraordinário caso um progresso significativo seja observado antes de junho de 2017.

Segundo Zeng Xianzhao, administrador de fundos da Chongqing Nuoding Asset Management, os mercados tiveram uma recuperação técnica, uma vez que já não há muito espaço para cair. "Os mercados chineses passaram por uma correção de mais de 40% desde junho passado e há pouco espaço para mais ajuste para baixo", disse. O Xangai Composto, principal índice acionário da China, subiu 1,6%, a 2.887,21 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 3,2%, a 1.889,87 pontos. O Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, também subiu, com alta de 0,39%, a 20.467,52 pontos.

Pequenos mercados da Ásia também mostraram desempenho positivo. Foi o caso do filipino PSEi, que subiu 0,56% em Manila, a 7.501,65 pontos, e do Taiex, que avançou 0,35% em Taiwan, a 8.606,37 pontos. Por outro lado, o índice sul-coreano Kospi teve leve queda de 0,16% em Seul, a 1.968,83 pontos.

Por outro lado, em Sidney, na Oceania, o temor com um possível "Brexit" continua a pesar, o que levou a bolsa a recuar pela quinta sessão consecutiva, liderada por perdas de mineradoras e do setor de energia em meio a queda nos preços do petróleo. O australiano S&P/ASX 200 fechou em baixa de 1,08%, a 5.147,06 pontos.
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