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Porto Alegre, terça-feira, 27 de dezembro de 2016. Atualizado às 15h39.

Jornal do Comércio

Economia

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Contas Públicas

Notícia da edição impressa de 02/06/2016. Alterada em 27/12 às 16h43min

Reajuste para o Judiciário é aprovado na Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira, o aumento do salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O rendimento, que delimita o teto do funcionalismo, passou de R$ 33.763,00 para R$ 39.293,00. O efeito cascata gerado em todo o Judiciário deverá, segundo o Ministério da Fazenda, ter impacto de R$ 6,9 bilhões até 2019.
Essa é apenas a primeira proposta do mega-pacote de reajuste do funcionalismo que o governo interino de Michel Temer pretende aprovar, e que continuou em votação na noite de ontem. O pacote inclui além do Judiciário, o Executivo, o Legislativo e o Ministério Público, com impacto que pode passar de R$ 58 bilhões até 2019.
Represados na gestão Dilma Rousseff, os projetos - são pelo menos 16 - estabelecem reajustes e benefícios a várias categorias: Câmara, Senado, Advocacia-Geral da União, Defensoria Pública, agências reguladoras, ministérios, STF, Justiça Federal, Forças Armadas, entre outros.
Para o deputado Silvio Costa (PTdoB-PE), que foi um dos mais ativos defensores da presidente afastada Dilma na Câmara durante o processo de impeachment, a atual base aliada ao governo, quando oposição na Casa, não quis votar os reajustes.
"Queria que o líder do governo (deputado André Moura do PSC de Sergipe) viesse ao microfone e fizesse o compromisso de que o presidente Michel não vai vetar. Porque uma coisa é votar, outra coisa é não vetar."
O líder do governo passou o dia em negociação com lobistas e deputados para chegar a acordos para as votações desta noite. Enquanto o governo Temer quer aprovar as medidas para se fortalecer politicamente com o funcionalismo, o que compensaria o desfalque bilionário nos cofres públicos, a aprovação também é de interesse do PT, devido à ligação com os sindicatos e a classe trabalhadora.
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