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Porto Alegre, quarta-feira, 22 de junho de 2016. Atualizado às 00h06.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 22/06/2016. Alterada em 21/06 às 21h05min

Em 35 dias

Depois de o estado do Rio de Janeiro, às vésperas das Olimpíadas, decretar calamidade pública por conta da dívida impagável, o presidente interino Michel Temer (PMDB) chamou os governadores para um acordo. Até o final de 2016, as parcelas não precisam ser pagas. Depois, o prazo para pagar será alongado por mais 20 anos. O secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul, Giovani Feltes (PMDB), já havia afirmado que o Estado não pretende tomar o mesmo caminho dos fluminenses. Agora, a possibilidade fica um pouco mais longe. Houve comemoração no Congresso. A base afirmou que Temer fez 14 anos em 35 dias.
Persistência que deu certo
"Brasília não é um teste de rapidez, Brasília é um teste de persistência", disse o coordenador da bancada gaúcha, deputado federal Giovani Cherini (PDT). A frase dele tem uma explicação simples. As conversas para renegociar a dívida do Rio Grande do Sul foram longas e amargas. "Muitas e muitas vezes, como coordenador da bancada gaúcha, tentei conversar com a presidente Dilma Rousseff (PT) pela bancada e, infelizmente, nunca conseguimos. E o Rio Grande do Sul vivia a humilhação de ter sequestrados seus recursos, segurados seus recursos." Para o deputado federal Mauro Pereira (PMDB), o acordo é o sonho dos gaúchos. "A dívida do nosso Estado está, até dezembro, zerada. Depois, nós vamos pagar conforme podemos."
Aquém do esperado
Mesmo com o acordo desafogando muito as contas gaúchas, alguns parlamentares queriam mais. "Não era o acordo que o nosso Estado esperava, mas garante que o pagamento da dívida só vai ocorrer a partir de janeiro, com 5% ao ano - são até R$ 300 milhões, conforme o acordo feito. Não é o que todos queríamos, mas já é um grande avanço", disse José Stédile (PSB). O deputado federal Jones Martins (PMDB) resumiu. "Não chega a ser uma solução, especialmente para o Rio Grande do Sul, está longe de ser uma solução, mas é, sem dúvida nenhuma, um desafogo, um desaperto neste momento tão complicado."
Questão de juros
O deputado federal Afonso Hamm (PP) afirmou que a carência maior e a extensão do prazo não servirão de nada caso não sejam discutidos os juros da dívida. "Nós precisamos trabalhar no cálculo dos juros, a fim de evitar juros sobre juros, porque hoje a dívida é muito grande", afirmou.
Fim do choro
O deputado federal Dionilso Marcon (PT) fez um breve histórico dos acordos para desafogar o Estado. "Essa negociação foi feita em 1997 pelo então governador Antonio Britto (PMDB). Dizia que isso era a salvação. Vimos que nesses anos que, quanto mais se pagava, mais o Estado devia." Marcon elogiou o acordo de agora, mas cobrou mais investimentos de José Ivo Sartori (PMDB).
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