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Porto Alegre, terça-feira, 27 de dezembro de 2016. Atualizado às 15h34.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 02/06/2016. Alterada em 27/12 às 16h36min

Caindo a ficha

A decisão do PDT de expulsar o deputado federal gaúcho Giovani Cherini o colocou num limbo partidário a cinco meses das eleições municipais. "Nos próximos dias ou meses, não pretendo decidir nada sobre isso. Ainda precisa cair a ficha." Ele, que pretende brigar dentro do partido e entrar na Justiça, quer reverter a expulsão, causada pelo voto favorável ao impeachment. Dos seis deputados e dois senadores que não seguiram a orientação da executiva nacional, apenas Cherini foi punido com a expulsão. Os outros receberam uma suspensão de 40 dias. "Apenas um foi condenado à morte. Se parar para pensar, essa decisão máxima é o equivalente à pena capital." E mesmo com a expulsão, Cherini disse que continua com as campanhas com prefeitos e vereadores pedetistas. "Vou continuar defendendo os meus candidatos." Mesmo antes da decisão, outros partidos procuraram os seis deputados pedetistas, na esperança de que a expulsão engordaria os seus quadros.
Mudança no voto
No Senado, dois pedetistas votaram pela admissibilidade do impeachment: Acir Gurgacz (RO) e o gaúcho Lasier Martins. Mas Gurgacz mudou de ideia e admite votar contra o impeachment na votação final. Ele enviou ao presidente da legenda, Carlos Lupi, a decisão por escrito. Lasier é favorável ao impeachment e não mudará o voto. Com a mudança de humor do senador Romário (PSB-RJ), a esperança de salvação do mandato da presidente Dilma Rousseff (PT) aumenta. Se todos os outros senadores mantiverem o voto, o processo não passa.
Processo esfumaçado
Uma propaganda veiculada pelo Fórum Nacional contra a Pirataria e Ilegalidade parece reportagem de TV sobre algum crime hediondo. Nela, um personagem com voz de pato fala que o alto preço do cigarro no Brasil facilita muito a vida dele, contrabandista. Entre os financiadores da campanha, duas das maiores indústrias de tabaco no Brasil, Souza Cruz e Phillip Morris. O deputado federal gaúcho Darcísio Perondi (PMDB) prometeu processar a indústria do tabaco. "Está provado que, quanto mais alto o preço do cigarro, menos gente fuma. E aí vai a notícia para todos os brasileiros: o Brasil é o País que tem o cigarro mais barato", afirmou. De acordo com ele, impostos mais altos contribuíram em cerca de 50% da queda da prevalência de fumantes que ocorreu entre 1989 e 2010.
Recorde negativo
Mesmo depois de ter o mandato suspenso pelo Supremo Tribunal Federal, o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ainda não foi julgado pelo Conselho de Ética. De acordo com o deputado federal gaúcho Henrique Fontana (PT), um dos maiores inimigos de Cunha, já se vão sete meses e 15 dias. "É um recorde negativo", diz.
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O documento para abertura da CPI da Lei Rouanet tem seis páginas, sendo que cinco são de artigos copiados da internet. Destaque para "Os 12 projetos mais bizarros aprovados pela Lei Rouanet".
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Comentários
airton coelho 02/06/2016 21h36min
Bem feito! Cidadão estressado demais.