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Porto Alegre, quarta-feira, 22 de junho de 2016. Atualizado às 19h58.

Jornal do Comércio

JC Logística

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Mobilidade

Notícia da edição impressa de 23/06/2016. Alterada em 22/06 às 19h37min

Carros elétricos começam a ganhar postos gratuitos

A BMW abriu 19 pontos de recarga em seis cidades brasileiras e planeja chegar a 70 até o final deste ano

A BMW abriu 19 pontos de recarga em seis cidades brasileiras e planeja chegar a 70 até o final deste ano


EDUARDO ANIZELLI/FOLHAPRESS/JC
Montadoras e companhias de energia estão firmando parcerias e abrindo pontos de recarga gratuita para carros elétricos em várias cidades brasileiras para driblar a falta de regulamentação do setor. A criação de uma rede de abastecimento é fundamental para permitir a difusão do veículo elétrico. Eles têm autonomia na faixa de 130 a 180 quilômetros, e especialistas afirmam que o ideal é que exista um eletroposto a cada 100 quilômetros.
Ricardo Guggisberg, presidente da ABVE (entidade voltada ao desenvolvimento e utilização de veículos elétricos), calcula que há no Brasil de 90 a 100 eletropostos instalados por empresas. Segundo ele, legalizar a cobrança da recarga é indispensável para o desenvolvimento e a proliferação dos postos. A Aneel abriu consulta pública para avaliar a regulamentação do fornecimento de energia aos veículos elétricos. O prazo para envio de contribuições é 27 de julho.
A CPFL abriu cinco eletropostos públicos na região de Campinas (SP), onde atua. O projeto prevê investimento de R$ 25 milhões e inclui a aquisição de veículos e a contratação de universidades e institutos de pesquisa. Entre os estudos em vista está um modelo de tarifação e regulação do mercado de abastecimento de veículos elétricos. Segundo cálculos da companhia de eletricidade, o preço por quilômetro rodado da energia elétrica em uma recarga doméstica fica em R$ 0,12, menos da metade do gasto por um veículo movido a etanol ou gasolina.
O projeto trabalha com a estimativa de 5,5 milhões de veículos elétricos, ou 5,8% da frota do Brasil até 2030. Essa frota consumiria 860 megawatts médios, o equivalente a 1,4% do consumo brasileiro previsto para 2030. A montadora alemã BMW possui 19 pontos de recarga gratuita de veículos elétricos em seis cidades brasileiras (Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Joinville, Rio de Janeiro e São Paulo), a maioria instalada em estacionamentos de shoppings e lojas Pão de Açúcar.
"A meta é expandir a rede de recarga para 60 a 70 postos no País até o fim do ano", revela Henrique Canto, gerente de projetos de marketing da BMW do Brasil, que vende dois modelos no País, um 100% elétrico e um híbrido.
Em Curitiba (PR), há 10 eletropostos em parceria entre a geradora Itaipu Binacional, a prefeitura e a Copel (companhia de energia). Celso Novais, coordenador brasileiro do Programa Veículo Elétrico de Itaipu, afirma que os eletropostos têm potencial para virar um nicho de mercado, agregando serviços como acesso à internet e pagamento de contas. "Portugal, por exemplo, tem 10 mil postos de abastecimento de veículo elétrico com cartão, para que o motorista pague a recarga na conta de luz de sua casa", afirma.
Novais estima que o custo de um eletroposto varie de R$ 20 mil a R$ 40 mil, mas que seria necessário um grande volume de veículos para que o negócio se torne rentável. Esses postos seriam de carga rápida, em torno de 20 minutos, o suficiente para possibilitar mais algumas horas e permitir que o motorista conclua a viagem e chegue ao destino. Já a carga doméstica é lenta, podendo chegar a até oito horas.
Segundo Novais, à medida que o carro elétrico se popularizar entre os brasileiros, a regulação da comercialização da recarga surgirá naturalmente. "É um grande negócio para o futuro, mas precisamos de investimento e apoio governamental, como acontece na China."
A produção de carros elétricos no Brasil ainda é uma realidade distante, segundo Antonio Megale, presidente da Anfavea (associação dos fabricantes de veículos). "Ainda é uma tecnologia muito cara", afirma ele. De acordo com a ABVE, desde 2014, foram vendidos no País cerca de 200 veículos puramente elétricos. Os veículos híbridos - que combinam um motor elétrico com outro a combustão - são 1.800 em todo o País.
Todos os modelos são importados. Mas o preço ainda é alto, acima de R$ 100 mil. Em outubro do ano passado, a alíquota do Imposto de Importação foi reduzida de 35% para zero para carros elétricos ou movidos a células de combustível (que produzem eletricidade por meio da reação do hidrogênio com o ar). Os veículos híbridos também foram beneficiados com a redução do imposto, que caiu de 35% para alíquotas que variam entre 0%, 2%, 4%, 5% e 7%.
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