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Porto Alegre, domingo, 29 de maio de 2016. Atualizado às 18h41.

Jornal do Comércio

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29/05/2016 - 16h24min. Alterada em 29/05 às 18h41min

Parada gay em São Paulo vira ato de 'Fora Temer' e 'Volta Dilma'

Parada se transformou em palco de críticas ao governo do presidente interino

Parada se transformou em palco de críticas ao governo do presidente interino


Miguel Schincariol/AFP/JC
Com gritos e cartazes, ativistas da causa LGBT protestaram contra o governo Michel Temer (PMDB) neste domingo (29) na 20ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. O ato começou no fim da manhã na avenida Paulista, na região central. Eles gritavam "Fora Temer" e "Volta Dilma".
Erguendo um cartaz de "Fora Temer", a ativista Phamela Godoy dizia que, em duas semanas de governo interino, houve recuo nas conquistas LGBT. "Nós não podemos nos furtar de discutir a agenda política do País. Quando os grupos conservadores avançam, os direitos LGBT são os primeiros a serem atacados", disse Phamela, citando o fim do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, além da Coordenação de Política LGBT e a redução no orçamento de políticas de prevenção da Aids. "Em um País que não respeita a democracia, não é possível discutir direitos para minorias", afirmou.
Neste ano, a edição da Parada tem como principal bandeira a aprovação da Lei de Identidade de Gênero para travestis e transexuais. A organização estima que 2 milhões de pessoas participam do evento, que vai terminar com um show no Vale do Anhangabaú. Para o presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, Fernando Quaresma, transexuais são vítimas de "crimes com requintes de crueldade" e excluídos por não poderem usar oficialmente sues nomes sociais. "Ajuda a evitar vários problemas, como evasão escolar, falta de absorção no mercado de trabalho e problemas com a família", disse.
"Nós queremos dar visibilidade ao segmento 'T'. Não só em São Paulo, em grandes centros, mas principalmente no interior sofre muito com 'LGBTfobia', com o preconceito e a vida à margem da sociedade", afirmou. Quaresma também destacou a Parada como espaço para discussões políticas e afirmou que "não adianta ter uma estrutura que não é voltada para o povo". "Nós lutamos todos os dias pelos nossos direitos. As pessoas preconceituosas, que tem a 'LGBTfobia' nas veias, não param de trabalhar um dia para quebrar nossos direitos." (Felipe Resk)
Com um adesivo de "Fora Temer" colado na camisa, o ex-senador Eduardo Suplicy (PT) foi tietado pelo público da Parada LGBT, na Avenida Paulista, na região central de São Paulo. Os ativistas pedem para tirar foto e falar com o político. "Chegando aqui, as pessoas puseram o adesivo em mim", afirma Suplicy. "Sempre tive o maior respeito pelo Michel Temer, sempre dialoguei com ele, que também já me recebeu."
No ato, Suplicy se manifestou contra o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT). "A presidenta não cometeu qualquer crime de responsabilidade, não agiu de má fé nem teve enriquecimento ilícito. Ela precisa voltar da maneira mais justa possível", diz. Outros políticos também participam do ato: os deputados federais Jean Willys (PSOL) e Orlando Silva (PCdoB), além de Nabil Bonduki, candidato a vereador em São Paulo.
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