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Porto Alegre, segunda-feira, 16 de maio de 2016. Atualizado às 14h51.

Jornal do Comércio

Geral

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educação

16/05/2016 - 13h16min. Alterada em 16/05 às 14h51min

Cresce número de escolas estaduais ocupadas no primeiro dia da greve do Magistério

Estudantes decidiram manter a ocupação por tempo indeterminado

Estudantes decidiram manter a ocupação por tempo indeterminado


ANTONIO PAZ/JC
Bruna Oliveira
O número de escolas estaduais ocupadas por estudantes cresceu nesta segunda-feira (16). Até o começo da tarde, o Jornal do Comércio havia apurado que 19 estabelecimentos estavam no movimento, o maior número em Porto Alegre e Rio Grande (veja a lista abaixo). Esse grupo deve aumentar mais durante o dia, que marca também o começo da greve do Magistério. A paralisação do setor é parcial, segundo o Cpers-Sindicato.  
No Facebook, o grupo Ocupa Tudo RS virou o canal de divulgação das adesões. Nas escolas, jovens criaram músicas em ritmo de funk para divulgar a causa e fazem posts na rede social. Os protestos ocorrem em busca de melhorias no ensino e contra o parcelamento dos salários dos professores.
A característica do movimento gaúcho, que se inspirou em ocupações em São Paulo e Rio de Janeiro, é não ter centralização em um comando. O integrante do Coletivo, ligado à Assembleia Nacional dos Estudantes Livres, Gabriel Fernandes explica que os estudantes das escolas vão se comunicando e definindo as ações. "É muito informal", disse. Fernandes estuda na Escola Estadual Presidente Roosevelt que ainda não aderiu, mas analisa a possibilidade de ingresso.  
Entre as 19 escolas ocupadas, nove estão em Porto Alegre, sete em Rio Grande, uma em Passo Fundo, uma em Pelotas e uma em Viamão. Até a sexta-feira passada (13), o movimento somava cinco estabelecimentos na Capital e duas em Rio Grande. A Escola Emillio Massot foi desocupada no sábado, mas nesta segunda os alunos se reúnem para avaliar se voltam a promover a ação. 

Adesão à greve do Magistério é parcial

Em Porto Alegre, a adesão à greve dos professores é parcial. Mesmo com anúncio de corte de ponto, o Cpers/Sindicato pede mobilização geral. A Secretaria Estadual da Educação (Seduc), no entanto, reitera que quem quiser lecionar não deve ser impedido e nega, com base no orçamento estadual, a possibilidade de reajuste salarial. O percentual de escolas que aderiram à paralisação deve ser divulgado na terça-feira (17) pelo sindicato. De acordo com a Seduc, a adesão é maior nas escolas da Capital.
Os estudantes também protestam contra o Projeto de Lei nº 44/2016, do governo de José Ivo Sartori, que abre a possibilidade de privatização do ensino público; e contra o Projeto de Lei nº 867/2015, que institui o programa Escola Sem Partido.
Escolas ocupadas:
Porto Alegre
  • Agrônomo Pedro Pereira
  • Cândida Godoy
  • Costa e Silva
  • Júlio de Castilhos
  • Paula Soares
  • Padre Reus
  • Protásio Alves
  • Roque González
  • Santos Dumont 
Rio Grande
  • Bibiano de Almeida
  • Getúlio Vargas
  • Instituto de Educação Juvenal Muller
  • Lemos Junior
  • Mascarenhas de Moraes 
  • Roberto Bastos Tellechea
  • Silva Gama
Passo Fundo
  • Eulina Braga 
Pelotas
  • Assis Brasil
Viamão
  • Nísia Floresta
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