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- Publicada em 05 de Maio de 2016 às 22:08

Maioria dos professores já sofreu violência na escola

Vereador Prof. Alex Fraga apresentou os dados da pesquisa à imprensa

Vereador Prof. Alex Fraga apresentou os dados da pesquisa à imprensa


JONATHAN HECKLER/JC
Jessica Gustafson
O primeiro estudo realizado pela Frente Parlamentar Contra a Violência nas Escolas, da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, foi apresentado à imprensa nesta quinta-feira. A pesquisa, realizada em 15 escolas da rede municipal, com 211 profissionais dos estabelecimentos de ensino, entre eles 195 professores, teve os dados coletados durante o ano passado.
O primeiro estudo realizado pela Frente Parlamentar Contra a Violência nas Escolas, da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, foi apresentado à imprensa nesta quinta-feira. A pesquisa, realizada em 15 escolas da rede municipal, com 211 profissionais dos estabelecimentos de ensino, entre eles 195 professores, teve os dados coletados durante o ano passado.
Entre os resultados mais preocupantes está o fato de que 76% dos entrevistados afirmaram já ter sofrido algum tipo de violência dentro do colégio, sendo 21% dos casos de violência física. Das situações relatadas, 40% ocorreram dentro da sala de aula. A rede municipal da Capital é composta por 54 escolas e 4.102 professores. As 15 escolas selecionadas possuem 16.325 estudantes.
O presidente da Frente Parlamentar, vereador Prof. Alex Fraga (P-Sol), explicou que duas situações, ocorridas em 2014, motivaram a pesquisa. A primeira aconteceu com um professor de um estabelecimento de ensino na zona Norte, que levou uma pedrada no rosto dentro da sala de aula. O agressor era familiar de um aluno. O segundo caso ocorreu no bairro Lomba do Pinheiro, quando a mãe de uma aluna agrediu duas vice-diretoras da instituição dentro da sala delas.
"Entendemos que a escola reflete a sociedade, que existe um contexto de violência em muitas comunidades e que isso aparece em sala de aula. A questão do tráfico é bem preocupante, pois uma ameaça de morte a um professor pode realmente se concretizar", afirma o vereador.
Segundo ele, a escolha das escolas foi pensada por região da cidade, e as reuniões com os profissionais ocorreram conforme essa divisão. Ficou constatado que as escolas de Ensino Médio são as que concentram o maior número de situações de violência. Quando questionados sobre o tipo de ato violento que sofreram, os funcionários relaram como os mais comuns as agressões verbais (34%) e os gritos (21%). Os alunos foram identificados também como os principais autores das agressões, com 66% das respostas, seguidos pelos pais deles, com 20%.
"As consequências disso são inúmeras, como afastamento das atividades por trauma violento. Existem professores que não conseguem mais enfrentar a sala de aula. Nos foram relatados casos de estudantes com armas, principalmente armas brancas, dentro das escolas", conta Fraga.
 

Presença da Guarda Municipal é fator diferencial

A presença da Guarda Municipal nas escolas é um fator diferencial no que tange à criminalidade, pois reduz a incidência de atos violentos. Nos relatos dos professores, a vigilância foi considerada fator que inibe as agressões.
Segundo o vereador Prof. Alex Fraga, o órgão informou que conta com 632 guardas, sendo que 140 vagas estão abertas, mas não preenchidas. O ideal seriam pelo menos 1,2 mil agentes na cidade. A presença deles nas escolas também foi questionada aos profissionais dos estabelecimentos de ensino.
De acordo com 35% dos entrevistados, não existe a presença da Guarda Municipal ou da Polícia Militar na portaria do colégio. Para os que responderam afirmativamente, existe uma variante, que é a presença em apenas um dos turnos ou em dias intercalados.
"Nós não podemos naturalizar a violência. Pretendemos realizar mais um estudo para verificar a violência sofrida pelos alunos. Temos leis que podem dar mais segurança nos espaços escolares e cobraremos para que sejam cumpridas. Entregaremos os dados para os gestores para que se trabalhe com a criação de programas de mediação de conflitos e de assistência também aos alunos agressores", explica o vereador.
Entre as recomendações da Frente Parlamentar Contra a Violência nas Escolas está ainda a contratação, por concurso público, de, no mínimo, um agente da Guarda Municipal em cada escola da rede, cobrindo todos os turnos escolares.
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