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Economia

- Publicada em 22 de Maio de 2016 às 22:22

Restauro do Gondoleiros atrai olhares ao 4º Distrito

Grupo aportou R$ 9 milhões na compra e reforma do prédio de 1915

Grupo aportou R$ 9 milhões na compra e reforma do prédio de 1915


RICARDO BERRA /DIVULGAÇÃO/JC
Marina Schmidt
Com todas as intervenções da fachada concluídas, o prédio da antiga sede do Clube Sociedade Gondoleiros, instalado na região do 4º Distrito, encerrou a fase de reparo externo renovando os olhares dos que passam pelo local, como os vizinhos da edificação, que vêm acompanhando a obra.
Com todas as intervenções da fachada concluídas, o prédio da antiga sede do Clube Sociedade Gondoleiros, instalado na região do 4º Distrito, encerrou a fase de reparo externo renovando os olhares dos que passam pelo local, como os vizinhos da edificação, que vêm acompanhando a obra.
Além de lançar uma nova abordagem estética ao bairro, que está no foco da gestão pública como uma promessa de integração socioeconômica urbana, o espaço tem ganhado atenção também de investidores, interessados em se instalar no local. A pretensão cresce na medida em que a restauração interna avança - em mais 40 dias, a modernização deve estar concluída.
O grupo que investiu na compra e reforma do prédio erguido em 1915 (Máxima Inteligencia Operações e Empreendimentos) aportou R$ 9 milhões entre a aquisição do imóvel e as intervenções. "Foi um investimento alto na parte de infraestrutura, porque o que compramos foi uma carcaça pobre, sujeita ainda a tombar", contextualiza Márcio Carpena, um dos sócios da empresa. "Claro que o custo em um processo de restauro é muito maior do que no processo construtivo", compara, ressaltando que apesar do alto valor envolvido, o intento faz sentido.
A perspectiva é que a área renda locações mensais de, ao menos, 1% do valor investido. "Estamos aplicando em um ativo sólido e a rentabilidade é equivalente ao que o mercado paga no atual cenário de juros". Além da rentabilidade bruta de 12% ao ano, há, ainda, a valorização do imóvel. Embora o mercado hoje esteja favorável aos rendimentos por conta dos juros elevados enquanto o mercado imobiliário enfrenta estagnação, a tendência é que essa relação vá se invertendo com a recuperação da economia, fazendo com que em médio e longo prazo, o ativo imobiliário renda acima das aplicações financeiras.
Para empreendedores que pretendem locar áreas no prédio a lógica é semelhante. Os proprietários da edificação histórica estão sendo consultados por investidores interessados nas mais diversas formas de uso do local. Uma instituição bancária, por exemplo, já demonstrou interesse em se instalar no edifício, não só para manter uma agência em funcionamento, mas para fazer do imóvel também sua sede administrativa.
Empresários paulistanos do segmento gastronômico sinalizaram para a possibilidade de instalar no espaço um hub de restaurantes e pubs. Fora isso, negócios na área da educação e da tecnologia também estão entre setores que se identificaram com a construção. "Estar em um prédio histórico, restaurado, gera um ganho institucional", detalha Carpena.
Construído em 1915 por João Luiz Pufal (1892-1957), o prédio abriga, além das características históricas, outros benefícios aos investidores, frisa Carpena. Listado entre o conjunto arquitetônico a ser protegido e preservado, o edifício de quase 3 mil metros quadrados de área, por ser inventariado pela prefeitura de Porto Alegre, conta com isenção de impostos como IPTU e taxas relativas a obras de preservação.
"No caso dos imóveis localizados no 4º Distrito, a Lei Complementar nº 78/2015 concede isenção de IPTU e ITBI quando a ocupação é feita por empresas de base tecnológica ou de inovação. Há ainda benefícios oriundos da Lei de Incentivo à Cultura do RS e do Ministério da Cultura", explica a advogada especialista em Direito Ambiental Jaqueline Franceschetti.
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