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Porto Alegre, quarta-feira, 18 de maio de 2016. Atualizado às 23h45.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Notícia da edição impressa de 19/05/2016. Alterada em 18/05 às 22h14min

Expoleite 2016 estreia concurso de sólidos

Evento que destaca a cadeia produtiva acontece até domingo, dia 22

Evento que destaca a cadeia produtiva acontece até domingo, dia 22


JONATHAN HECKLER/JC
Marina Schmidt
Consagrada pelo destaque dado ao volume de leite produzido, graças ao concurso de gado leiteiro, a 39ª Expoleite e 12ª Fenasul, neste ano, se volta também para a qualidade do produto, avaliado no concurso de sólidos, que verifica o teor de proteína, gordura e minerais da produção. O evento teve início ontem e ocorre até 22 de maio, no parque Assis Brasil, em Esteio.
A fria quarta-feira, que marcou o início da programação, começou com as ordenhas do concurso leiteiro: a primeira, realizada às 6h; a segunda, às 14h; e a terceira, às 22h. Serão feitas ainda outras duas coletas: às 6h e às 14h desta quinta-feira. Destas, as três intermediárias terão amostras recolhidas para análise de sólidos, que será feita pela Embrapa de Capão do Leão.
O servidor estadual Danilo Cavalcanti Gomes, médico veterinário e coordenador da Câmara Setorial do Leite, explica que a Secretaria da Agricultura dispõe de local adequado para preservação das amostras, que serão encaminhadas para o laboratório com rigor e a presença de um fiscal, que acompanhará o envio do material. O resultado será divulgado no sábado.
"Quando se traz um concurso de sólidos para um evento que tradicionalmente premia o volume, há um diferencial muito grande. Não basta nos preocuparmos só com o volume, mas também com a qualidade", justifica sobre a importância da avaliação. Estimular a produção focada no aspecto qualitativo do leite garante benefícios à indústria, aos produtores e à sociedade.
Na fabricação de produtos lácteos, como o queijo, quanto melhor for a qualidade do leite - considerando percentuais superiores de proteína, gordura, lactose e minerais, por exemplo -, maior será a rentabilidade da produção: em vez de usar 10 litros de leite para fabricar um quilo de queijo, pode-se produzir a mesma quantidade com apenas oito litros.
Para o produtor, que ofereceu as melhores condições ao gado a fim de assegurar os ganhos qualitativos do leite, a remuneração também é maior. "O preço pago pelo litro de leite está variando entre R$ 0,85 e R$ 0,95, mas, para o conteúdo com maior qualidade, a remuneração pode chegar a R$ 1,15", demonstra Gomes. A prática de pagar um valor adicional pela qualidade do leite já faz parte da rotina dos principais laticínios, mesmo de menor porte, reforça.
Outro benefício é que o leite com maior propriedade qualitativa, por ser tão valioso para o produtor e para a indústria, é menos vulnerável à fraude. "O leite de baixa qualidade é insumo para adulteração", sublinha Gomes. Ao dar ênfase à questão, a Expoleite ajuda a disseminar as melhores práticas.
Dentro da porteira, esse cuidado pressupõe, na atual conjuntura, uma atenção equilibrada entre necessidades e custos. O Criadeiro La Linda, de Carlos Barbosa, participa da feira com 11 animais (quatro vacas, quatro novilhas e três terneiros) e, em meio à crise, tenta amenizar os altos custos de produção para melhorar os ganhos. O funcionário da cabanha Fernando Mocellin diz que "o preço pago pelo litro nunca esteve tão bom", porém as despesas também subiram. Em média, o grupo recebe R$ 1,15 pelo litro entregue, já considerando o bônus pela qualidade.
Além do gado leiteiro, estarão em exposição cavalos crioulos, cavalos árabes, aves e terneiros, que totalizam 1.131 animais inscritos. Entre as novidades para a edição 2016 está uma etapa classificatória do Freio de Ouro, tradicional prova promovida pela Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC). O evento é realizado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação em parceria com a Associação de Criadores de Gado Holandês (Gadolando).
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