Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 12 de maio de 2016. Atualizado às 20h53.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

balanços

12/05/2016 - 20h53min. Alterada em 12/05 às 20h53min

Petrobras tem lucro de R$ 7,976 bi na área de Abastecimento; E&P perde R$ 605 milhões

A área de Abastecimento da Petrobras registrou lucro de R$ 7,976 bilhões no primeiro trimestre de 2016, 29% maior do que os R$ 6,183 bilhões observados no mesmo período de 2015. Em relação aos R$ 2,317 bilhões apurados entre outubro e dezembro do ano passado, o ganho foi ainda mais significativo, de 244%, principalmente devido aos impairments de ativos contabilizados no balanço do quarto trimestre, segundo o material de divulgação do resultado.
Entre os fatores que contribuíram para o desempenho positivo, a estatal cita custos mais baixos com aquisição e/ou transferência de petróleo em função da queda dos preços internacionais da commodity, além de margens mais altas com vendas de diesel e gasolina.
A Petrobras ressalta ainda que a produção de derivados manteve-se estável, apesar da retração do mercado, o que reduziu a participação dos importados no mix de vendas. O desempenho da área de Abastecimento, conforme a petroleira, teria sido ainda melhor, não fosse pela redução da demanda por combustíveis no País em meio à desaceleração da atividade econômica.
Se de um lado as cotações mais baixas do petróleo favoreceram as operações de Abastecimento, por outro mantiveram a área de Exploração & Produção (E&P) sob pressão. A divisão de E&P reverteu o resultado positivo de R$ 3,413 bilhões do primeiro trimestre de 2015 e reportou prejuízo líquido de R$ 605 milhões nos três primeiros meses de 2016.
Contudo, houve melhora significativa na comparação com a perda líquida de R$ 24,567 bilhões do quarto trimestre de 2015, quando se observou impairments nos campos de produção do País e no exterior. Além dos preços globais do petróleo, os negócios de E&P também sofreram impacto de custos maiores com depreciação e gastos com ociosidade de sondas, compensados parcialmente por menores gastos com participações governamentais.
No segmento de Gás e Energia, foi registrado lucro líquido de R$ 757 milhões, 30% menor que os R$ 1,087 bilhão no primeiro trimestre de 2015, no qual houve reversão de provisão para perdas com recebíveis do setor elétrico (R$ 1,295 bilhão). No entanto, o resultado de janeiro a março de 2016 reverte o prejuízo de R$ 1,482 bilhão verificado entre outubro e dezembro de 2015.
O setor de Distribuição, representado pela BR Distribuidora, uma das empresas cujo controle a Petrobras avalia vender, apresentou prejuízo líquido de R$ 25 milhões, ante R$ 555 milhões positivos no primeiro trimestre de 2015 e R$ 1,393 bilhão negativos nos últimos três meses do ano passado.
A área de Biocombustível teve resultado líquido negativo de R$ 48 milhões entre janeiro e março deste ano, contra R$ 49 milhões negativos no mesmo intervalo do ano anterior e R$ 503 milhões negativos no quarto trimestre de 2015.
A Diretoria Internacional foi extinta e, com isso, os negócios no exterior passaram a ser realocados para as áreas de negócio correlatas no País, informou a Petrobras.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia