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Porto Alegre, quinta-feira, 12 de maio de 2016. Atualizado às 02h09.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Notícia da edição impressa de 12/05/2016. Alterada em 12/05 às 01h03min

Relatório do USDA impacta cotação da soja

Produção brasileira foi reajustada para 99 milhões de toneladas

Produção brasileira foi reajustada para 99 milhões de toneladas


PATRÍCIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
O mercado reagiu positivamente ao relatório de oferta e demanda de soja produzido pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os ganhos da soja ultrapassaram 6% com contrato de julho/16 cotado a US$ 10,90 por bushel. O relatório do USDA foi positivo ao mercado indicando estoques finais americanos de 10,89 milhões de toneladas, volume menor que o indicado no mês passado e menor do que era esperado pelo mercado (11,64 milhões de toneladas).
Os estoques finais americanos para a temporada 2016/2017 foram a principal surpresa, sendo indicados em 8,29 milhões de toneladas, ficando abaixo da safra 2015/2016 e muito aquém das expectativas médias, que apontavam para 11,62 milhões de toneladas. Os estoques menores em 2016/2017 são resultado da menor produção americana, estimada em 103,42 milhões de toneladas. No ciclo anterior, a safra, recorde, alcançou 106,93 milhões de toneladas.
A área de plantio foi reduzida para 82,2 milhões de acres (33,26 milhões de hectares), abaixo das estimativas iniciais e abaixo da área em 2015 e 2014. A produtividade americana foi estimada em 46,7 bushels por acre (3.140 quilos por hectare), abaixo dos 48 bushels por acre (3.228 quilos por hectare) de 2015. Os estoques finais globais da safra 2015/2016 e 2016/2017 também sofreram cortes acima do esperado pelo mercado.
O estoque final global da safra 2016/2017 foi estimado em 68,21 milhões de toneladas, abaixo dos 73,4 milhões de toneladas esperadas pelo mercado e inferior aos 74,25 milhões de toneladas da temporada anterior. A produção brasileira da safra 2015/2016 foi reajustada para 99 milhões de toneladas, em relação a 100 milhões de toneladas estimadas anteriormente.
A produção da Argentina foi revisada para 56,5 milhões de toneladas, abaixo das 59 milhões de toneladas estimadas em abril. A reação imediata do mercado foi altista, e o USDA estimou preços médios para a temporada 2016/2017 acima do projetado na temporada 2015/2016.
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