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Porto Alegre, segunda-feira, 09 de maio de 2016. Atualizado às 22h40.

Jornal do Comércio

Economia

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Notícia da edição impressa de 10/05/2016. Alterada em 09/05 às 21h20min

Opinião econômica: Atenção para o refrão

Nizan Guanaes é publicitário e presidente do Grupo ABC

Nizan Guanaes é publicitário e presidente do Grupo ABC


Jonathan Heckler/Arquivo/JC
Nizan Guanaes
O Facebook divulgou balanço do primeiro trimestre do ano com números impressionantes que fizeram o preço de sua ação disparar na Nasdaq, a bolsa de tecnologia de Nova Iorque.
A receita total da empresa de Mark Zuckerberg no período subiu para US$ 5,38 bilhões, alta de 50% em relação ao mesmo trimestre de 2015, e o lucro atingiu US$ 1,5 bilhão. O sucesso financeiro da maior rede social do planeta tem uma única explicação, que me deixa muito animado: publicidade. O faturamento com anúncios saltou 57% no trimestre na comparação anual, para US$ 5,2 bilhões. Ou seja, quase toda a receita da companhia vem da boa e nova propaganda distribuída em telinhas presentes nos bolsos e bolsas de todo o planeta.
Entre tantos números superlativos - o de usuários chegou a 1,65 bilhão -, um dos mais destacados foi o tempo médio que essa imensa multidão gastou no Facebook por dia: 50 minutos. Esse tempo inclui, além do Facebook, o Instagram e o Messenger, controlados pela empresa de Zuckerberg, e exclui o WhatsApp, também do Facebook - imagine se incluísse!
Atrair e reter a atenção das pessoas é a base para qualquer comunicação. O Facebook faz isso como ninguém hoje, servindo de plataforma para conteúdo que seus usuários publicam 24 horas por dia, 365 dias por ano. Por isso os resultados trimestrais da empresa devem ser vasculhados com lupa pelos publicitários. Nós vivemos da atenção e do engajamento com o público, e o Facebook lidera ambos. Geralmente a expansão de público de uma plataforma traz queda do tempo médio de atenção por usuário. No Facebook, ocorre o contrário. Em 2014, eram 40 minutos; agora, 50.
Só o Google, por enquanto, fatura mais que o Facebook. Por ser um site de buscas, consegue colocar o anunciante na frente de quem está buscando o que ele anuncia, uma enorme vantagem e efetividade. Mas o tempo dedicado e o engajamento no Facebook são maiores.
Toda essa exuberância sugere também atenção. Não é desejável concentração exagerada numa única plataforma. O crescimento dos algoritmos que filtram os assuntos que mais nos interessam, fazendo com que a plataforma tenda a nos mostrar e reforçar só a nossa visão do mundo, também merece reflexão e ação.
Estamos ainda no começo dessa nova era, que evoluirá de formas ainda desconhecidas a serem determinadas pelo que empreendedores e usuários fizermos dela. E é bom lembrar que em países como o Brasil canais como TV aberta, rádios, jornais e revistas seguem muito fortes e efetivos. Além disso, são bem distribuídos e ditam o debate nas redes sociais.
Quando Zuckerberg lançou a oferta inicial de ações na Nasdaq, em 2012, o preço da ação abriu em baixa e sob vaticínios de que o Facebook poderia ser mais uma bolha de internet a estourar, como o MySpace.
Nesse admirável mundo novo em que vivemos e viveremos, tudo é possível. Mas a visão de Zuckerberg de transformar as redes sociais em plataformas amplas para as mais diversas atividades está dando certo do ponto de vista empresarial porque é uma grande oportunidade para as marcas engajarem seus públicos. E o engajamento é a fase dois da comunicação total. É o que vem depois do "oi". É onde estamos.
Nesse processo, que é novo, entender o sucesso do Facebook (e do Google, do Twitter, do Snapchat...) é fundamental. Por isso, a cada três meses é bom checar seus balanços e garimpar o ouro que deles emana.
Publicitário e presidente
do Grupo ABC
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