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Porto Alegre, quinta-feira, 05 de maio de 2016. Atualizado às 16h39.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

05/05/2016 - 16h39min. Alterada em 05/05 às 16h39min

Petróleo fecha em alta com incêndio no Canadá e escalada da violência na Líbia

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quinta-feira (5) beneficiados pelo incêndio da floresta do condado de Alberta, no Canadá, que interrompeu ou reduziu parte da produção no país, assim como a escalada da violência na Líbia, que pode derrubar o governo de coalizão instituído e desmantelar a já fragilizada estrutura de produção e escoamento do país.
Os ganhos, no entanto, foram limitados pela valorização do dólar em antecipação ao relatório de empregos de abril, que é divulgado amanhã. Nesta quinta, o Departamento de Trabalho informou que o número de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos registrou alta de 17 mil na semana encerrada em 30 de abril, para 274 mil. Apesar da alta, o indicador da semana passada marcou a 61ª semana consecutiva em que os pedidos ficaram abaixo de 300 mil, na sequência mais longa desde 1973.
Por ser cotado em dólares, os contratos perdem atratividade para compradores que utilizam outras divisas quando a moeda norte-americana se valoriza.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato para junho subiu 1,23%, a US$ 44,32 por barril, após avançar mais de 5,0% durante o pregão. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o barril para julho fechou com ganho de 0,87%, a US$ 45,01.
Mais cedo, os contratos subiram influenciados pelo incêndio que atinge o condado de Alberta, no norte do Canadá, que já destruiu 1600 casas e edifícios em Fort McMurray, a principal cidade da região. A cidade está no coração da área de areias betuminosas do país, que tem a terceira maior reservas de petróleo do mundo, atrás somente da Arábia Saudita e da Venezuela.
De acordo com analistas da JBC Energy, uma capacidade de produção de cerca de 500 mil barris por dia está deixando de ser utilizada devido ao incêndio.
Os preços também reagiram pela escalada da violência na Líbia. De acordo com a Global Risk Management, confrontos no país podem destruir o governo de coalizão criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e dividir o país em dois, afetando ainda mais a produção local de petróleo.
"A situação é claramente muito séria e é razoável presumir que os volumes de exportação serão afetados", diz David Hufton, da corretora PVM. 
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