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Porto Alegre, terça-feira, 27 de dezembro de 2016. Atualizado às 15h14.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 01/06/2016. Alterada em 27/12 às 16h15min

Radiação em todo lugar

Praticamente qualquer edifício que tenha um pouco mais de segurança irá ter um aparelho de escaneamento corporal. A máquina é cara, mas fica muito mais com a contratação de alguém que saiba operá-la. E, como esses equipamentos usam radiação ionizante, a receita para o desastre está feita. Essa radiação é a mesma responsável pelos desastres radioativos como Chernobyl e Fukushima. "Câmara e Senado, fóruns, tribunais de Justiça no Brasil inteiro, aeroportos, por onde passam milhões anualmente, estão fazendo as pessoas tomarem radiação de graça", disse o presidente dos Conselho Regional de Técnicos em Radiologia do Distrito Federal, Adriano Levay. O uso de bodyscanner - como são chamados os aparelhos de escaneamento corporal - é suspeito de causar problemas de saúde, incluindo abortos. De acordo com a presidente do Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia (Conter), Valdelice Teodoro, foi identificado que várias mulheres teriam perdido seus bebês após visitarem parentes em uma unidade prisional de Vila Velha (ES). "Quem está olhando não entende que aquela massa que está no ventre da pessoa é um feto e pede para passar pelo aparelho de novo e de novo." De acordo com o senador gaúcho Paulo Paim (PT), essa é uma área sensível. "Há o risco para o profissional, que tem diretamente sua saúde comprometida em razão da imprudência de alguns empregadores, e o risco para a população, que, muitas vezes, é atendida por profissionais sem as devidas qualificações exigidas em lei e que sequer têm conhecimento desse perigo."
Corrigindo o rumo
O deputado federal gaúcho José Fogaça (PMDB) fez um mea culpa dos erros do presidente interino Michel Temer (PMDB). "Não que o presidente tenha acertado em tudo, não que o presidente tenha sido perfeito desde o primeiro dia, mas ele procura sempre corrigir o rumo, definir claramente o seu posicionamento e não deixar pedra sobre pedra e nenhuma dúvida a respeito da sua seriedade. Foi assim com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes (PSDB), ao dizer que a Lava Jato é intocável; foi assim com o Ministério da Cultura. Houve um erro ao extinguir a pasta. Depois, obviamente, não havia outra saída senão retomá-la", disse. O governo Temer completou 21 dias sob protestos, com baixa popularidade, a queda de dois ministros e já coleta vários escândalos.
Mala preta
O financiamento da campanha do impeachment é o assunto da vez depois que apareceram gravações com membros do Movimento Brasil Livre negociando dinheiro de partidos. O deputado federal gaúcho Jones Martins (PMDB) reclamou das conversas. "Ouvi insinuações aqui de que houve uma quadrilha, que a Fiesp (Federação das Indústria do Estado de São Paulo) andou por aqui com mala preta. Qual é a prova disso, envolvendo instituições respeitáveis, como a Fiesp?"
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