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Observador Affonso Ritter


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Notícia da edição impressa de 03/05/2016

O interminável aeroporto

Nosso complexo de vira-lata faz com que nos envergonhemos de obras públicas que parecem intermináveis e injustificáveis. Mas nisso não estamos sozinhos. Berlim tinha uma obra prevista para estar pronta em maio de 2012, ainda não está e, após sucessivos adiamentos, tem projeção (ainda provável) para final de 2017. É o novo aeroporto de Schoenberg, que deverá substituir o velho, bem como o Tegel, transformando-se no único da cidade. O trem alemão (Deutsche Bahn) chegou a implantar linhas especiais para o novo aeroporto ainda sem uso e está pedindo indenização na Justiça por isso. Os donos da obra (e do aeroporto) são os Estados de Brandenburgo e Berlim (37%) e o Governo Federal (26%).
Desmarcada inauguração
O novo aeroporto de Berlim teve até data de inauguração marcada para 24 de maio de 2012, com 40 mil convidados e planejada a transferência de Tegel para ele. Mas foi desmarcada na véspera. Inicialmente por falta de condições técnicas de proteção a incêndios, sendo acrescentadas depois inúmeras outras, entre elas 75 falhas de construção, derrubadas 600 paredes e até suspeitas de corrupção.
Orçamentos crescentes
Desde então, o novo aeroporto de Schoenberg teve sucessivas datas de inauguração, trocas de responsáveis pelas obras e aumentos de orçamentos. Seu custo passou de € 700 milhões em 2012 para € 5 bilhões em 2014. Houve também aumento de área de 200 mil metros quadrados para 340 mil metros quadrados, troca das janelas dos moradores da vizinhança contra ruídos, que mesmo assim estão também pedindo indenização. Uma novela interminável.
Emergentes sem espaço
A Feira Industrial de Hannover 2017 teve três principais players: EUA, China e Alemanha. Tanto que eles contribuíram com o maior número de expositores, visitantes e tecnologias. E a insistência do presidente Barack Obama em concluir um projeto de acordo de livre-comércio com a União Europeia ainda no seu governo. Isso dá a dimensão do que vai sobrar para o restante do mundo fora dos três grandes.
Crescimento pelo emprego e consumo
A economia alemã tem previsão de crescimento, neste ano, perto dos 2%. O governo já cortou levemente a sua meta de 1,8% para 1,7%, repetindo então a taxa de 2015. Durante esta Feira Industrial de Hannover, o presidente da BDI (a CNI alemã), Ulrich Grillo, fez o mesmo: em vez dos 2% firmes, entre 1,5% e 2%. Quem alimenta este crescimento é o consumo doméstico e o emprego em patamar recorde, também repetindo 2015, bem como os baixos preços do petróleo e as baixas taxas de juros, que tiraram parte do ânimo de poupança dos alemães e estimularam o gasto. Mas tanto Grillo como o ministro da Economia, Sigmar Gabriel, já alertaram que isso não garante o futuro da Alemanha e que o país precisa continuar fazendo investimentos.
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