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Crise Política Notícia da edição impressa de 18/04/2016. Alterada em 18/04 às 00h24min

Capitais brasileiras são palco de atos simultâneos

MIGUEL SCHINCARIOL/AFP/JC
Ativistas contra afastamento de Dilma foram ao Vale do Anhangabaú

Inúmeras cidades de todo o Brasil, além de capitais dos estados e Distrito Federal, foram palco de manifestações pró e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) ontem. Até a definição do resultado, pouco depois das 23h, não houve registro de confronto ou depredação. Alguns dos protestos aconteceram simultaneamente, mas em locais distintos. A maioria dos movimentos contou com telões instalados pelos organizadores para que os participantes pudessem acompanhar, ao vivo, a votação da Câmara dos Deputados.
Em São Paulo, os grupos pró e contra impeachment se dividiram: os favoráveis fizeram manifestação na Avenida Paulista, enquanto os contrários realizaram ato no Vale do Anhangabaú, também na região central. Ambos atraíram dezenas de milhares de ativistas.
Houve comemoração na Paulista após o 342º voto favorável ao impeachment, com gritos, choro e buzinaço. Entre os que vibravam, muitos gritavam "fora, PT", assim que o último voto "sim" foi declarado.
No Anhangabaú, perto das 20h, a transmissão da votação era interrompida várias vezes para que organizadores dessem recados para os manifestantes, que já deixavam o local, movimento que se repetiu em outros atos pró-governo, em cidades como Brasília.
Na capital federal, na Esplanada dos Ministérios, os manifestantes, divididos por um imenso muro de metal vigiado por policiais, acompanhavam a sessão, em clima pacífico, vaiando ou aplaudindo como se assistissem a uma partida decisiva de futebol. Vaias intensas começavam, muitas vezes, antes mesmo do voto, diante da simples aparição de um deputado contrário à ideologia do grupo.
Mas a expectativa de que o momento levaria 300 mil pessoas à Esplanada foi frustrada. À noite, quando o público atingiu o ápice numérico, a PM contabilizava 79 mil pessoas, sendo 53 mil pró-impeachment, e 26 mil contra. Foram mobilizados 4 mil policiais. Também houve atos com bom público em Belo Horizonte, Salvador, Recife e Curitiba.

Copacabana tem revezamento pacífico de protestos


Com manifestantes ocupando a praia de Copacabana em horários separados - os contra o impeachment de manhã e os a favor, à tarde - e um forte esquema de policiamento, o Rio de Janeiro viu atos pacíficos ontem. A esperada participação de moradores de favelas, convocados pelos funkeiros da Furacão 2000 e pela Frente Brasil Popular, que reúne grupos que apoiam a presidente Dilma Rousseff (PT), não se concretizou como previsto.
"Nós tivemos pouco tempo para organizar. Acho que mais de 50 mil pessoas participaram", disse o empresário Rômulo Costa, fundador da Furacão 2000. A organização esperava reunir 100 mil pessoas. Predominou o público de classe média, sindicalistas, integrantes de movimentos sociais e militantes de partidos, com poucos moradores de favelas. Após encerrar o ato às 13h, horário acordado com a PM, os manifestantes contra o impeachment seguiram para os Arcos da Lapa, para acompanhar a votação.
À tarde, em Copacabana, quatro telões distribuídos ao longo do canteiro central da avenida Atlântica transmitiram a votação para o público a favor do impeachment. Antes do início, quando tocou "Para Não Dizer que Não Falei de Flores", de Geraldo Vandré, manifestantes criticaram a canção, que consideravam um "hino comunista". Organizadores trocaram a música por uma paródia com letra pró-impeachment, pedindo a saída de Dilma, Lula e do PT. O evento reuniu menos gente do que protestos anteriores.
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