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crise política Notícia da edição impressa de 12/04/2016. Alterada em 11/04 às 23h22min

Com 38 votos, comissão aprova impeachment

PEDRO LADEIRA/FOLHA PRESS/JC
Ao todo 65 deputados votaram em meio a sessão tumultuada e com exaltação de ânimos

O placar na Comissão Especial e a debandada em série de aliados tornaram ainda mais imprevisível o desfecho do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), na semana que selará o destino de seu governo.
O resultado das dez horas de discussão entre os 65 deputados da missão confirmou ontem a tendência desfavorável à presidente: 38 foram a favor e 27 contra o impeachment; não houve abstenções. O processo agora vai a plenário: o impeachment será votado no próximo domingo.
Na votação de ontem, a oposição obteve cinco votos a mais do que o que precisava para aprovar o processo. Já o governo está correndo contra o tempo para tentar, no varejo, reverter a tendência e garantir, no plenário, sua sobrevivência.
Em clima de torcida, com cartazes contra e a favor do impedimento e tensão entre parlamentares de um lado e de outro, os números da votação na comissão foram lidos ao som da "Marcha do Adeus", de um lado, e gritos de "golpistas!", de outro.
Antes mesmo do resultado, os sinais de desembarque deixavam o Planalto em alerta. O PSB anunciou em bloco que apoiará o impeachment. O PP e o PR liberaram seus deputados. O líder do PR, Maurício Quintella, chegou a anunciar que deixará o cargo para se liberar de encaminhar o voto contra o governo, no plenário.
Maior e mais forte aliado, o PMDB liberou a bancada para votar na comissão. O líder do partido na Câmara, Leonardo Picciani, disse que a posição sobre o impeachment será discutida em uma reunião da bancada, que não estava prevista, esta semana. O vice-presidente e presidente licenciado do PMDB, Michel Temer, tem se esmerado em negociar voto a voto a posição do partido em favor do impedimento de Dilma.
Um gesto de Temer, ontem, serviu para azedar ainda mais a relação com Dilma, em dia crucial para a presidente. Ele vazou - segundo sua assessoria, sem querer -, para parlamentares do PMDB, áudio de discurso que ele já preparava para o minuto seguinte de aprovado o impeachment. O áudio foi visto como gesto arrogante e golpista pelo governo.
No Palácio do Planalto, cresceu ao longo desta segunda-feira a apreensão com o cenário que se avizinha. Um auxiliar próximo à presidente disse que, atualmente, o "impoderável é o maior inimigo de Dilma".
Cresce o temor com pareceres do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que apontou indícios de tentativa de obstrução à Justiça na nomeação (depois suspensa) do ex-presidente Lula para a Casa Civil.
O clima de decisão também contaminou as ruas. O governo do Distrito Federal afirmou que vai manter o muro, instalado no final de semana, que separa os manifestantes pró e contra o impeachment, por questões de segurança. 
Na noite desta segunda-feira, o Supremo Tribunal Federal deixou claro que o papel de regular o rito do impeachment é estrito do Legislativo. O ministro Edson Fachin negou liminar pedida pelo deputado Weverton Rocha (PDT-MA) para que a votação fosse realizada de forma alternada por critério regional. Segundo Fachin, apenas a Câmara pode interpretar o regimento interno e definir o método correto para realizar a votação.
 
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