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Editorial Notícia da edição impressa de 26/04/2016. Alterada em 25/04 às 20h47min

A mudança do clima que assusta a humanidade

Se é para falar do clima em termos globais, podemos, antes, mirar aqui mesmo, em Porto Alegre, quando, no final de abril, o calor ainda continuava forte. E, pelas temperaturas registradas na primeira quinzena, esse mês de abril teve, na média, os dias mais quentes dos últimos 106 anos. O dia 18, por exemplo, registrou o maior calor dos últimos 89 anos. Ora, isso demonstra que temos, sim, mudanças do clima, não apenas aqui, mas em termos globais.
Foi bom saber que o Brasil, junto a outros 170 países, assinou, no Dia da Terra, o Acordo de Paris, feito na capital francesa e confirmado em Nova Iorque na sexta-feira passada. Trata-se de um avanço que pode fazer o pacto sobre mudanças climáticas entrar em vigor anos antes do previsto.
A presidente Dilma Rousseff (PT) e o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, uniram-se a dezenas de líderes mundiais para a cerimônia de assinatura, que representa um recorde para a diplomacia internacional: nunca antes tantos países assinaram um acordo no primeiro dia disponível para isso. Os países que não o fizerem em Nova Iorque têm até um ano para assiná-lo.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que o mundo está em uma corrida contra o tempo. Para Ban Ki-moon, "a era do consumo sem consequências acabou". Uma verdade.
Muitos analistas esperam que o acordo entre em vigor bem antes do prazo original de 2020. Alguns dizem que isso poderia acontecer até neste ano, o que seria desejável. Após a assinatura, os países devem formalmente aprovar o Acordo de Paris por meio de procedimentos domésticos.
A ONU afirmou que 15 países, vários deles pequenos estados insulares sob ameaça de aumento dos níveis do mar, apresentaram seus instrumentos de ratificação. A China, o principal emissor de carbono do mundo, anunciou que finalizará os procedimentos domésticos para ratificar o Acordo de Paris antes da cúpula do G-20 na China, em setembro, o que foi bastante elogiado. Os EUA também disseram ter a intenção de ratificar o acordo neste ano.
O mundo observa com ansiedade, uma vez que, se o acordo entrar em vigor antes de o presidente Barack Obama deixar o poder, em janeiro, seria mais complicado para seu sucessor reverter a medida, porque seriam necessários quatro anos, sob as regras do pacto, para adotar tal iniciativa.
O acordo passará a vigorar assim que 55 países, representando ao menos 55% das emissões globais, formalmente aderirem a ele. A União Europeia (UE), com seu bloco de 28 nações, algumas bem poluentes, divulgou que deseja estar na primeira leva de países ratificadores. Tanto que o presidente francês, François Hollande, foi o primeiro a assinar o pacto e pedirá ao Parlamento para ratificá-lo entre junho e setembro de 2016.
Entre os países que ainda não indicaram que assinariam o acordo estão alguns dos maiores produtores de petróleo do mundo, incluindo a Arábia Saudita, o Iraque, a Nigéria e o Cazaquistão. O acordo foi alcançado em dezembro de 2015 e visto como um grande avanço nas negociações do clima da ONU, que, durante anos, caminharam lentamente por causa de disputas entre os países ricos e pobres sobre quais responsabilidades cabiam a cada um dos grupos.
Sob o acordo, os países estabelecem suas próprias metas para a redução de emissões de dióxido de carbono e de outros gases do efeito estufa. As metas não são legalmente vinculantes, ou seja, de implementação obrigatória, mas os países devem atualizá-las a cada cinco anos. O que se espera é um maior cuidado com o meio ambiente e a diminuição dos gases poluentes. O planeta Terra agradecerá.
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