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Editorial Notícia da edição impressa de 20/04/2016. Alterada em 19/04 às 20h31min

O Brasil não pode aceitar o sistema da cleptocracia

Para muitos analistas políticos, é irreversível o avanço do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Passará pela Comissão Especial do Senado e, depois, pela maioria do plenário da Casa, o que levará ao seu afastamento por 180 dias, até o julgamento final.
Injustiça foi a palavra usada pela presidente para sintetizar, em seu primeiro pronunciamento após a votação na Câmara dos Deputados, o que sentia pelas condenação por causa das "pedaladas fiscais", descartando ter feito ou cometido qualquer ilegalidade, menos ainda crime de responsabilidade que justificasse o seu afastamento do poder.
Dando o obséquio da dúvida, é possível que Dilma Rousseff não tenha se envolvido em qualquer um dos muitos deslizes e falcatruas denunciados nas investigações e delações premiadas da Operação Lava Jato, que vem desnudando uma teia de vigarices e conluios entre pessoas no serviço público e empreiteiras no caso do petrolão, na Petrobras.
Mas, como chefe do Poder Executivo, cabia e ainda cabe a ela comandar todo o aparato da máquina pública federal. Logo, ao fim, Dilma era a responsável pelo bom andamento do Executivo, o que, sabemos todos, não acontecia há algum tempo, lastimavelmente.
Simultaneamente, ações em prefeitura de Minas Gerais, bem como na cidade de Foz do Iguaçú e na Previdência Social do Maranhão revelam novos desvios de dinheiro público. O Brasil, pelo que se tem observado, está próximo de se tornar uma cleptocracia. Um tipo de administração pública na qual decisões beneficiam aqueles que detêm o poder político.
Corrupção na política significa apropriar-se do que é coletivo em benefício próprio. Quer dizer que a riqueza extraída da população através de impostos, ao invés de ser totalmente aplicada em programas ou benfeitorias é desviada para os bolsos de alguns governantes, parlamentares ou altos funcionários do poder público.
O Estado passa a funcionar como uma máquina de extração de renda ilegal da sociedade, em contraposição à máquina de extração de renda legal, o sistema de cobrança de impostos, taxas e tributos.
A corrupção no entorno político da presidente Dilma - como, de resto, em estados como São Paulo (leia-se o chamado trensalão), na campanha política de Minas Gerais e, agora, no Maranhão - foi a desgraça do seu governo. Assim, foram se deteriorando as estruturas do governo federal.
Se os agentes públicos são corruptos, a saúde da sociedade corre sérios riscos. Faltando o respeito pelo que é de todos, prevalece no comportamento de cada um o vale tudo, o "levar vantagem" em tudo, o enganar para escapar ileso de eventuais punições.
Talvez a presidente, como ela se julgou, tenha mesmo sido vítima de uma injustiça. No entanto, pagou pelo que se chama popularmente de "conjunto da obra" do governo, liderado pelo Partido dos Trabalhadores, que está há mais de 13 anos no poder.
Os desacertos no governo federal, o desequilíbrio fiscal, a corrupção desenfreada, a inflação dos alimentos, o desemprego, enfim, a degradação das finanças e da economia completam esse cenário.
Então, muito provavelmente, caberá ao vice-presidente Michel Temer (PMDB) assumir o governo no próximo mês e reorganizar o País, que está à deriva. E sem malfeitos, que a sociedade não aceita a rapinagem como algo normal.


COMENTÁRIOS
libertad martinez - 23/04/2016 11h10min
El conjunto de la obra, engoba todos los partidos políticos, el comentario del editorial, para mi es parcial y da por cierto que el impedimento ya está resuelto.Verguenza me da leer de un jornal la tomada de posición,aceitando injusticias.n

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