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editorial Notícia da edição impressa de 11/04/2016. Alterada em 10/04 às 21h39min

A falência da representação política e os jovens

Milhões de brasileiros se perguntam como o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pode continuar no cargo de presidente da Câmara Federal, liderando 513 parlamentares de todo o Brasil, após tantas denúncias desmoralizantes das quais tem sido alvo nas últimas semanas.
Realmente, é algo incompreensível para a maioria dos cidadãos que acompanham, desolados, a cena política nacional, com novidades no noticiário a cada dia, o que inclui até surpreendentes pedidos de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello e o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB).
Tivemos, no passado, manifestações espontâneas, quando das Diretas Já e do impeachment do então presidente Fernando Collor. Novamente, há um desencanto com uma representação política - no amplo sentido da palavra - que abrange muitos, mas que atua para poucos, às vezes para eles mesmos. Há muita gente solta que deveria estar presa e os desvios de verbas públicas se tornaram corriqueiros.
Não vamos criminalizar os políticos em geral, pois há os sóbrios e corretos, supondo-se que sejam em bom número no Congresso Nacional. Mas as falcatruas pululam entre pessoas que trabalham para o poder público e a sonegação fiscal corre, caso do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).
O caldo da revolta cívica entornou e o povo quer soluções, está cansado de discursos evasivos e falta de ação prática para tirar o País da crise. As mudanças devem vir. O atual ambiente nacional não responde aos anseios dos jovens, seja em Porto Alegre, no Rio de Janeiro ou São Paulo.
Os fatores desencadeantes mudam de país a país e, no Brasil, espera-se, aprovado ou não, o desfecho do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Sendo a favor ou contrário ao impedimento da presidente, a verdade é que não deixa de ser algo traumatizante essa discussão, até por que vem paralisando a economia do País há vários meses.
Os jovens estão desencantados com a política, querem dados concretos que permitam demonstrar que vamos voltar a avançar. Até porque, sofrem, como todos, a crise do País, inclusive com a alta do desemprego, que atinge especialmente esta faixa etária.
Os números oficiais não resistem à verdade que liberta. O que os brasileiros têm buscado nas manifestações de rua é uma mudança concreta, com uma solução política para a vida nacional. Até as manifestações de rua contrárias ao impeachment não deixam de ser críticas à forma de condução do País nesse momento de recessão.
Por isso, é mais importante perguntar os motivos - difusos - desta explosão de insatisfação geral e que surpreendeu aos nossos governantes.
Os brasileiros não querem apenas um desfecho para o processo de impeachment. Esperam um reordenamento da política nacional seja qual for o desfecho do processo de impeachment, isto é, com a saída ou não da presidente Dilma , com um pacto posterior entre as lideranças para que o País saia dessa paralisia que prejudica a todos.
Hoje, a Comissão Especial do Impeachment na Câmara dos Deputados aprovará, ou não, o relatório sobre o afastamento da presidente. Depois, será a vez do plenário.
 
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