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Chile

Notícia da edição impressa de 20/04/2016. Alterada em 28/06 às 13h56min

Patricio Aylwin, primeiro presidente pós-Pinochet, morre no Chile

Patricio Aylwin, o primeiro presidente eleito no Chile após a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) - que deixou mais de 3 mil mortos -, morreu nesta terça-feira, aos 97 anos. A informação foi confirmada pela família do advogado e político democrata cristão. Ele morreu ao lado dos parentes, em casa, após algumas semanas em estado grave.
"O Chile perdeu um grande democrata", afirmou a presidente chilena Michelle Bachelet ao tomar conhecimento da morte do líder político, ativo até poucas semanas. O governo decretou três dias de luto em homenagem ao ex-presidente.
Eleito presidente para restaurar a democracia no Chile após a violenta ditadura de Pinochet, Aylwin foi um negociador que, com moderação, comandou a transição no país. Como legado, é reconhecido por ter conseguido combinar forte crescimento econômico com o restabelecimento da democracia, ajudando a consolidar o Chile como um dos países mais estáveis da América Latina. No dia em que assumiu o mandato, em 11 de março de 1990 - exatamente um ano após o restabelecimento da democracia -, pediu perdão ao país pelas vítimas da ditadura.
Nos quatro anos do seu governo, Pinochet permaneceu no comando do Exército, fazendo valer ainda o seu poder e influência. No fim de 1990, Aylwin teve que enfrentar o denominado "exercício de enlace" ordenado por Pinochet e que incluiu uma movimentação de tropas durante oito horas para pressionar pelo fim de uma investigação judicial por fraude ao fisco que incluía seu filho. Mesmo com a pressão, o político tentou manter com o ex-ditador uma relação próxima, enquanto com as vítimas instaurou uma política que chamou de "justiça na medida do possível".
Por esses motivos, foi criticado por não ter tido uma postura mais forte contra os abusos de direitos humanos durante a ditadura e por ter feito um governo que deu mais atenção à estabilidade do que à reforma política.
 
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