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PERU 09/04/2016 - 17h02min. Alterada em 09/04 às 17h02min

Apesar da rejeição, filha de Fujimori deve vencer primeiro turno no Peru

ERNESTO BENAVIDES/AFP/JC
Keiko Fujimori tem entre 32% e 36% das intenções de voto

Agência O Globo

Apesar da realização de uma gigantesca marcha em repúdio à candidatura presidencial de Keiko Fujimori na reta final da campanha peruana, a filha do ex-presidente Alberto Fujimori se mantém como favorita para vencer o primeiro turno, neste domingo (10), segundo apontam as pesquisas divulgadas recentemente no país. A dúvida que paira é saber quem será o rival de Keiko no segundo turno, no dia 5 de junho, já que há praticamente empate técnico entre o ex-ministro da Economia, Pedro Pablo Kuczynski, de centro-direita, e a candidata da esquerdista Frente Ampla, Verónika Mendoza.
A manifestação contra a candidata da fujimorista Força Popular no último dia 5 teve participação de cerca de 50 mil pessoas, entre elas vários artistas. Poucos dias depois, o escritor Mario Vargas Llosa questionou duramente o voto a Keiko, afirmando que, caso for eleita, a filha de Fujimori "abrirá as prisões e soltará todos os fujimoristas que estão presos. Seria uma desgraça para o Peru".
"Meu voto será por Kuczynski", declarou o escritor, que considera o ex-ministro do governo Alejandro Toledo (2000-2006) como o melhor candidato para derrotar Keiko.
Mas nada disso conseguiu abalar a força da filha de Fujimori, de 40 anos, que tem entre 32% e 36% das intenções de voto. O problema da ex-primeira-dama peruana é que esse seria praticamente seu teto eleitoral. Já seus dois principais adversários, segundo analistas locais, teriam mais possibilidades de crescimento na segunda etapa da campanha.
Verónika, que disputa com Keiko o voto dos setores mais populares, oscilou entre 13% e 15%. Já Kuczynski, que tem seu principal apoio nas classes mais altas, obteve entre 15% e 16%.
Segundo Alfredo Torres, diretor da consultora Ipsos Peru, a campanha de Verónika foi beneficiada pela saída de César Acuña e, principalmente, Julio Guzmán, que tiveram suas candidaturas impugnadas pela Justiça eleitoral. Guzmán, acusado de irregularidades em questões administrativas de seu partido, era considerado a novidade eleitoral do momento e beirava os 20%. "Muitos peruanos querem rostos novos na política", apontou Torres.
Segundo o analista, apesar de Verónika ter passado de 2% para cerca de 15% em pouco mais de um mês, hoje, Kuczynski tem mais chances de passar para um eventual segundo turno com a candidata fujimorista.
"Keiko é a candidata com mais apoio e poderia chegar a 40%", disse o consultor.

Fim do "milagre econômico" desafia futuro líder do Peru

Folhapress
O próximo presidente peruano terá um cenário econômico pouco favorável pela frente. De 2014 para cá, a economia do país desacelerou. O crescimento em 2015 foi de 2,7%, bem abaixo da média dos últimos anos, e a inflação subiu para 4,1%.
Além do fim do "boom" das commodities, que fez caírem as exportações, a desaceleração da economia mundial diminuiu o investimento estrangeiro. Para completar, as mudanças climáticas afetaram a agricultura e a pesca.
Para mudar esse quadro e recolocar o Peru no caminho do crescimento, os três candidatos mais bem colocados na eleição deste domingo (10) têm propostas diferentes.
Keiko Fujimori (36%), promete mais acordos de livre comércio, redução de impostos e mais investimentos em infraestrutura. O legado fujimorista porém, prega proteções ao trabalhador e aumento de políticas assistencialistas, o que é objeto de críticas dos economistas, por elevar o gasto social.
O segundo colocado, Pedro Pablo Kuczynski (16%), também defende mais acordos de livre comércio, porém prega a flexibilização trabalhista e, sobre os planos de assistência, é mais cauteloso ao afirmar que vai mantê-los, mas sem maiores gastos.
Já a terceira colocada, Verónika Mendoza (15%), tem a plataforma mais diferenciada. A esquerdista defende mais regulação do Estado na economia, principalmente na área da mineração, fazendo com que a exploração de minas seja decidida pelas comunidades, e não pelo governo.
Mendoza também prevê a criação de agências reguladoras em outras áreas e é contra a flexibilização do trabalho. A deputada por Cusco quer mais autonomia às regiões para decidir políticas econômicas para áreas mais humildes.
Para isso, defende uma nova Constituição – a atual ainda é da época do fujimorismo, de 1993 – para incluir uma nova legislação de proteção aos trabalhadores.
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