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Saúde Notícia da edição impressa de 05/04/2016. Alterada em 04/04 às 22h11min

Rio Grande do Sul terá comitê de combate à gripe A

FREDY VIEIRA/JC
Ideia é que as decisões não sejam tomadas apenas pela SES, diz Gabbardo

Isabella Sander

A ocorrência de duas mortes por gripe A antes mesmo de começar o inverno preocupou a Secretaria Estadual da Saúde (SES). Além de antecipar a campanha de vacinação em uma semana, a pasta definiu, também, pela criação de um comitê de combate aos vírus H1N1 e H3N2, causadores da gripe A.
"O comitê será composto por um grupo técnico, envolvendo diversos órgãos e entidades, que reunirão informações e tomarão decisões a respeito da luta contra a doença. Não queremos que as resoluções sejam tomadas exclusivamente pela SES", explica o secretário estadual de Saúde, João Gabbardo.
Ambos os óbitos confirmados ocorreram em Porto Alegre. Um deles era um menino de sete anos que tinha asma, mas não foi vacinado contra a gripe em 2015. Segundo a família, os sintomas surgiram em 22 de março, o atendimento foi buscado no dia 24 e, no mesmo dia, a criança foi internada e medicada com tamiflu. No dia seguinte, o paciente foi encaminhado para a UTI do Hospital Presidente Vargas. As complicações aumentaram, o menino teve duas paradas cardiorrespiratórias e morreu no dia 31 de março. O outro paciente era um homem de 35 anos, não vacinado, que possuía sistema imunodeficiente. Foi tratado com tamiflu durante sete dias e morreu neste fim de semana.
Conforme o secretário municipal de Saúde da Capital, Fernando Ritter, os óbitos decorrentes da gripe A antes da chegada do frio surpreenderam a prefeitura. "No ano passado, tivemos apenas um caso confirmado de H1N1 na Capital e nenhuma morte. Em 2016, de três casos confirmados, houve dois falecimentos", observa.
Além das duas mortes, há outros cinco casos de H1N1 confirmados no Estado, sendo um em Porto Alegre, de uma menina de três anos, dois em Viamão, de uma menina de um ano e um homem de 36 anos, e dois em Canoas, de duas meninas, de um e quatro anos. 
Se houver sintomas iniciais de gripe, o recomendado é repousar em casa, ou marcar atendimento com um médico, e não ir às emergências. "Na emergência, a pessoa demorará para ser atendida, pois terá um quadro considerado de pouca urgência, e entrará em contato com pessoas mais doentes, podendo ser infectada", explica Jeferson Piva, coordenador técnico do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers).

Postos só disponibilizarão a vacina no final do mês


Apesar das mortes, as autoridades não veem, ainda, a situação como uma epidemia, nem mesmo como um surto da doença. Mesmo assim, a campanha de vacinação foi antecipada em uma semana. "Gostaríamos de adiantar ainda mais o início da imunização, mas o governo federal só conseguirá nos entregar a primeira metade das doses em 15 de abril. Dos dias 18 a 22, distribuiremos as vacinas entre os municípios e, até o dia 25, os municípios entregarão as doses para os postos de saúde. É um prazo muito curto", destaca o secretário estadual João Gabbardo.
A vacina contra a gripe é atualizada anualmente por laboratórios, a fim de incorporar na imunização as novas cepas (tipos de gripe) que surgiram no inverno do Hemisfério Norte. Depois dessa análise, a dose demora mais seis meses para ficar pronta. Por esse motivo, não é possível antecipar mais as campanhas para a aplicação.
A campanha deste ano ocorrerá entre 25 de abril e 20 de maio, com o Dia de Mobilização marcado para 30 de abril. A meta é vacinar 80% do público-alvo, que abrange crianças maiores de seis meses a menores de cinco anos, grávidas, puérperas (mulheres que deram à luz há até 45 dias), trabalhadores da saúde, indígenas, idosos, presidiários e pessoas com doenças crônicas. No total, são mais de 3,5 milhões de gaúchos nos grupos prioritários. A vacina não é indicada para quem já está gripado.
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