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ARTIGO Notícia da edição impressa de 25/04/2016. Alterada em 25/04 às 12h25min

Opinião Econômica: Profecia

Folhapress/Arquivo/JC
Delfim Netto é economista, ex-deputado federal e ex-ministro da Fazenda, do Planejamento e da Agricultura

Delfim Netto

O Brasil vive um momento triste e angustiante. É o resultado de uma acumulação de equívocos quase inacreditáveis no tratamento da política e da economia. Eles acabaram se autoestimulando e produziram uma disfuncionalidade organizacional que precisa ser enfrentada com energia e urgência.
O Poder Executivo perdeu a confiança de uma maioria significativa da sociedade e, com isso, o seu protagonismo e sua capacidade de coordenar o Poder Legislativo para aprovar as medidas corretas para enfrentar os graves problemas que temos pela frente.
O exemplo mais claro disso é que nem sequer o razoável programa proposto pelo ministro Nelson Barbosa (aparentemente com o apoio da presidente) pode ser aprovado.
A objeção não veio da fraca "oposição", mas do seu barulhento partido, o PT, que a rigor nunca teve qualquer proposta para construir uma sociedade civilizada em um regime de verdadeira liberdade individual.
Infelizmente, depois do sucesso da reeleição, a presidente manifestou uma arrogante alergia à negociação legítima com os outros partidos da sua base, que é quem sustenta o governo no precário presidencialismo de coalizão a que fomos empurrados por um sistema eleitoral que anda de costas para a realidade.
Não se sabe por inspiração de quem Dilma Rousseff meteu-se, imprudentemente, na disputa da presidência da Câmara dos Deputados contra o segundo maior partido de sua base. Perdeu! Viu extinguir-se, lentamente, a sua capacidade de impor sua agenda ao Legislativo.
No campo da economia, o desastre não foi menor. Depois de uma excelente administração em 2011, quando corrigiu alguns excessos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma iniciou um insensato intervencionismo voluntarista com a destruição do setor elétrico, com a baixa dos juros reais sem os alicerces fiscais necessários, com a valorização do câmbio para combater a inflação e com o inacreditável prejuízo imposto à Petrobras e ao setor sucro-energético.
Assustou e destruiu a confiança do setor privado, que, pragmaticamente, reduziu seus investimentos.
Esses fatos mostram como é inútil procurar efeitos externos (que existem) para explicar a tragédia em que estamos metidos.
Ela é filha legítima da falta de habilidade política e da desastrada política econômica do período entre 2012 e 2014; que, em 2015, levou a uma queda do PIB per capita de 4,8%. Se nada for feito - e rapidamente -, é bem provável que a profecia hoje corrente, de que, no final de 2016, o nosso PIB per capita será igual ao de 2009, se realize.
Economista, ex-deputado federal e ex-ministro da Fazenda, do Planejamento e da Agricultura
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