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agronegócios Notícia da edição impressa de 15/04/2016. Alterada em 14/04 às 22h08min

Área com trigo deve cair até 30% no Rio Grande do Sul

Os produtores de trigo do Rio Grande do Sul já estão começando os encaminhamentos de custeio e aquisição de insumos para a próxima safra. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira, a expectativa é de redução na área a ser cultivada com o cereal para a safra 2016. Os percentuais apontados pela instituição variam entre 15% e 30%, principalmente entre os agricultores familiares. Médios e grandes produtores, que possuem mais estrutura, ainda cultivarão o grão, com a intenção de utilizar a cultura como cobertura de inverno e possibilidade de renda.
"Custos elevados para a implantação das lavouras de trigo e preços pouco atrativos para o grão desestimulam os produtores a investirem na atividade, com muitos deles questionando a rentabilidade da cultura", comenta o diretor técnico da Emater/RS, Lino Moura.
A Emater/RS-Ascar deverá finalizar, até o fim deste mês, o primeiro levantamento sobre a intenção de plantio para a safra de 2016, quando será possível, segundo os técnicos da entidade, ter uma ideia mais precisa sobre a variação em relação à safra passada.
O percentual colhido das lavouras de milho do RS alcança 80%, mantendo a produtividade em patamar elevado. O restante da área, que está em formação de grão (5%) e em maturação (15%), também apresenta bom potencial e deverá manter os rendimentos em níveis elevados. Nesse final de ciclo, apesar do tempo úmido e de temperaturas mais elevadas para a época do ano, não são reportadas maiores incidências de pragas ou moléstias.
Apesar da chuva registrada nos últimos dias, a colheita avançou no Estado, chegando a 55% da área, tendo ainda 30% maduros e por colher. A produtividade tem variado bastante, com colheitas entre 40 e 80 sacas de 60 kg/ha, dependendo do nível tecnológico adotado. No momento, os produtores estão bastante apreensivos, pois, a partir deste ponto, praticamente todas as áreas que estão em fase de maturação e passíveis de serem colhidas correm o risco de perdas na produção, caso persista a instabilidade climática.
Lavouras com plantas de ciclo tardio apresentam grande presença de percevejos, e as estimativas de produção indicam rendimentos menores com relação ao ciclo precoce, mesmo assim ainda em níveis satisfatórios, apontam os técnicos da Emater/RS-Ascar.
 
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