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Turismo Notícia da edição impressa de 11/04/2016. Alterada em 10/04 às 22h04min

Colônia eleva gastos de turistas em Gramado

CRISTINE PIRES/ESPECIAL/JC
Nas visitas é possível conhecer algumas construções coloniais

Adriana Lampert

Nunca o colono e os produtos da agricultura familiar de Gramado estiveram tão em voga. Conhecida por atrativos como Natal Luz, parques temáticos - a exemplo do Mini Mundo, Gramado Zoo e Snowland - a Rua Coberta, e as diversas lojas de chocolate, a famosa cidade da Serra gaúcha agora é referência em agroturismo. Já são sete roteiros na oferta das agências de viagens do País e nas de receptivo local. Na entrada do município, o mesmo número de linhas de ônibus promovem passeios pelas comunidades do Interior, passando por pequenas propriedades, museus, praças, restaurantes e vinícolas da região rural, com duração de em média quatro a cinco horas. As saídas ocorrem de manhã ou à tarde, e a demanda é grande.
O advento do setor já representa uma expansão de 30% no ticket médio gasto pelos visitantes no comércio local, desde o segundo semestre de 2015, quando a prefeitura, em parceria com a Emater, implementou o Programa de Apoio à Agricultura Familiar. Graças ao processo que contou com a capacitação, regularização e investimento em infraestrutura de 60 das cerca de 100 agroindústrias existentes, a venda de produtos coloniais cresceu não somente nas propriedades visitadas, mas também em locais de venda, como a Casa do Colono, ao lado da Rodoviária, ponto de passagem de milhares de visitantes da cidade.
"Atualmente, cada turista deixa em média R$ 350,00 no comércio local e o tempo de estadia nos hotéis aumentou em um dia e meio, devido aos passeios rurais", comenta a secretária municipal da Fazenda de Gramado, Sônia Molon - autora do projeto junto aos produtores locais. Segundo levantamento da prefeitura, em 2015 as agroindústrias legalizadas pelo governo municipal faturaram juntas R$ 2 milhões, com a venda de mais de 138 mil cucas, 85 mil pães, 300 mil pães com linguiça, 6 mil strudels e 6,5 mil kg de biscoitos. "A Casa do Colono vendeu 3 mil kg de salame; 3,6 mil kg de queijo; 12 mil litros de suco de uva; 1,2 litros de vinagre, 6 mil kg de geleia; 8,4 kg de biscoito, 3 mil kg de mel; 1,8 mil kg de erva mate; 1,8 mil kg de massa fresca e 2 mil kg de morango, faturando uma média de R$ 90 mil/mês e R$ 1 milhão/ano", calcula.
"É muito atrativo, as pessoas acabam optando por permanecer mais tempo na cidade quando descobrem os roteiros rurais. Os visitantes gostam de consumir estes produtos, e levam para fora a identificação das nossas origens, no caso de Gramado, com traços da colonização italiana, alemã e portuguesa", comenta o extencionista rural do escritório da Emater em Gramado, Alexandre Meneguzzio.
A produção agrícola local lucra também com a apresentação para os visitantes todos os fins de semana ao lado da Casa do Colono, ou em eventos como a Festa da Colônia - de 14 de abril a 1 de maio, no parque da Expogramado. A festa conta ainda com gastronomia e lanches típicos, shows e danças culturais. Os produtores rurais fabricam pães, cucas e biscoitos em grandes fornos, acompanhados do olhar atento dos turistas.
"O mesmo ocorre nos fornos ao lado da Casa do Colono", ilustra o agricultor Roberto Weimer. À frente de uma propriedade herdada do pai, ele está em processo de construção de uma agroindústria com a ajuda do município e interlocução da Emater. "Sem este incentivo (o governo custeia os projetos, processos de licenciamentos e planos de prevenção contra incêndio, além da execução dos serviços), eu não teria dinheiro para investir neste sonho, que é antigo."

Trade turístico amplia a oferta de roteiros rurais para atender a demanda crescente


PREFEITURA DE GRAMADO/DIVULGAÇÃO/JC
Visitantes se deliciam com a farta gastronomia e o resgate histórico
Percorrer o interior de Gramado, contemplando belas paisagens e conhecendo um pouco da cultura, da gastronomia, e do comportamento dos colonos tem sido uma escolha de turistas de diversos estados. Na agência Vento Sul, a busca pelos passeios do gênero cresce. "Já representa 15% da nossa demanda", calcula o gerente de agroturismo da empresa, Marcio Bestetti. A agência oferece três roteiros pela colônia: "Passamos por localidades como o Vale do Quilombo e Linha 28, onde se encontra natureza virgem e descendentes de italianos e alemães, que preservaram a cultura dos antepassados."
O roteiro da Vento Sul percorre a Linha Tapera, onde viveram os protagonistas da história que originou o livro e o filme O Quatrilho. O apelo, devido à fama da história, funciona. "Trabalhamos forte com esta demanda", confirma Bestetti.
O extencionista rural do escritório da Emater em Gramado, Alexandre Meneguzzio, coautor do Programa de Apoio à Agroindústria local, afirma que a primeira vez que foi proposto o estímulo aos roteiros turísticos pelo interior às agências de viagens, no final da década de 1990, houve "muita resistência". "No começo, o trade não acreditava que este produto atrairia as pessoas para Gramado", admite Meneguzzio. Segundo ele, hoje em dia há uma consciência de que a cidade não oferece apenas o Mini Mundo, o Lago Negro e chocolates, entre outros atrativos famosos. Na opinião de Bestetti, o agroturismo vem crescendo a cada ano, "muito pelo trabalho desenvolvido pela prefeitura de Gramado".
Acreditar no potencial do Interior ajudou a despertar o interesse dos visitantes, diz a secretária municipal da Fazenda, Sônia Molon. "Eles saem daqui com o desejo de retornar em breve, após contemplar tantas belezas, vivenciar um resgate cultural e se deliciar com a farta gastronomia, enquanto aprendem um pouco da nossa história."
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