Porto Alegre, quarta-feira, 06 de abril de 2016. Atualizado às 22h49.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
23°C
30°C
22°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 3,6450 3,6470 0,89%
Turismo/SP 3,5900 3,8100 0,52%
Paralelo/SP 3,5900 3,8100 0,52%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral | Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas | GeraçãoE
ASSINE  |   ANUNCIE  |   ATENDIMENTO ONLINE
COMENTAR CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR
Repórter Brasília Edgar Lisboa


Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 07/04/2016

Democracia de mentirinha

Do Rio Grande do Sul, longe de Brasília, o ex-senador gaúcho Pedro Simon (PMDB) vê o desenrolar da crise política, que tem chance de se tornar a maior da história brasileira. Simon, que, nos últimos dias de seu mandato, fez duras críticas ao governo por conta do envolvimento no escândalo investigado pela Operação Lava Jato, agora vê um dos resultados da operação. Para o ex-senador, a gênese da crise é o próprio sistema político. "A nossa democracia é de mentirinha. São 40 partidos políticos. Isso não existe em um país sério. É uma piada esse troca-troca, esse é dando que se recebe. A maioria parlamentar que o governo precisa ele consegue trocando vantagens e favores por emendas parlamentares e ministérios", disse. Navegar nesse mar de lama eterno não é fácil. E há uma culpa original na presidente Dilma Rousseff (PT): a omissão. "Nós imaginávamos que ela era a supergerente, fora do comum, de comando. No governo, ela demonstrou ser outra pessoa. Mas também não vejo nela envolvimento, não acredito que tenha praticado esses delitos que aconteceram sob o comando dela. Se dependesse da Dilma, acredito que isso não teria ocorrido. Mas aconteceu por falta de comando dela."
Nem solução divina
Sair da crise não será fácil e precisará de maturidade. Para Pedro Simon, a história deu exemplos. "Se não houver um Pacto de Moncloa (acordo que permitiu a reforma da economia espanhola em 1977), um chamamento geral, nós não temos saída. Tem que ser feito exatamente isso. Zerar o que está aí, que é uma irresponsabilidade. Nós estamos em uma torre de babel. Há umas 50 línguas diferentes. Se não for feito um chamamento da OAB, CNBB, de algumas pessoas para sentar à mesa e buscar uma pauta, resolver essa questão política partidária, a eleitoral e os problemas essenciais, como o da Petrobras, das siglas dos partidos, se não fizermos uma pauta nacional, não vamos sair dessa situação que está aí." Do contrário, se continuar como está, ninguém conseguirá governar, acrescentou Simon à Revista Viver Brasil. Se Dilma cair, Michel Temer terá uma crise esperando por ele. "Não interessa se coloca no governo A, B ou C, nem Jesus Cristo resolveria isso aí."
Culpa da Dilma
A resolução da crise que "nem Jesus Cristo resolve" passa, para outros peemedebistas, por um grande pacto. Mas discordam com Simon sobre o papel de Temer. "Não foi Temer que começou essa crise, foi Dilma. O impasse é culpa dela", disse o deputado federal gaúcho Osmar Terra (PMDB).
 
COMENTÁRIOS
Deixe seu comentário sobre este texto.



DEIXE SEU COMENTÁRIO CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR
LEIA TAMBÉM
Só depois do impeachment
Rachado por conta da decisão de se manter na base do governo, o PP quer discutir o futuro agora. A legenda, recém-incrementada e com a terceira maior bancada da Câmara, foi alçada ao patamar de maior aliado e recebe afagos do Palácio do Planalto e promessas de ministérios com muitos recursos
Lula e o impeachment Impeachment em pauta
"Qualquer coisa que se discuta no Congresso, o assunto impeachment entra no meio." A frase do senador gaúcho Paulo Paim (PT) é representativa dos tempos que o Parlamento vive
Ministros do STF se manifestam

 EDIÇÃO IMPRESSA

Clique aqui
para ler a edição
do dia e edições
anteriores
do JC.


 
para folhear | modo texto
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
Digite o resultado
da operação matemática
neste campo