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Repórter Brasília Edgar Lisboa


Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 05/04/2016

Lula e o impeachment

NELSON ALMEIDA/AFP/JC
Lula

A história da nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Casa Civil começou como farsa, virou tragédia e agora começa a dar frutos para o Planalto. A indicação dele ao cargo, no momento em que foi anunciada, transpareceu medo da prisão. Lula estava sob a mira da Polícia Federal e, ao aceitar o cargo, ficou parecendo que ele estava com medo. Depois, a nomeação foi derrubada no Supremo Tribunal Federal. Com a poeira baixando, as articulações de Lula no Congresso parecem estar surtindo efeito. A situação da presidente Dilma Rousseff (PT), antes péssima e sem esperança, passou para ruim. Mesmo sem ser ministro, Lula conseguiu estancar a debandada de aliados da base e afastar a ameaça do impeachment. Agora, a situação é que nem o governo tem parlamentares o suficiente para enterrar o pedido de impeachment, nem a oposição tem deputados o suficiente para derrubar Dilma. O PP, que certamente iria sair do rol de aliados, mudou de ideia e prometeu continuar apoiando o Planalto até o resultado da comissão do impeachment. O PMDB, mesmo depois de anunciar a saída, rachou, e pelo menos metade dos parlamentares continua com o governo. Com o PSD, é a mesma história. A sobrevivência de Dilma dependerá do STF. Se o tribunal decidir que Lula pode ser ministro, ele tomará as rédeas do Planalto, poderá indicar nomes e terá muito mais poder de fogo para barrar o impeachment.
Contagem de votos
Mesmo com a situação ruim, esse processo de impeachment está mais tranquilo para Dilma do que para a oposição. Ela precisa de apenas 172 votos para barrar o pedido, enquanto a oposição precisa de 342 votos para levar o processo para frente. De acordo com o PCdoB, há 170 deputados e 30 senadores na frente parlamentar lançada para se opor ao impeachment. Só que há um imenso grupo de deputados que pode ser convencido ou a tomar um lado ou a mudar de posição. Os chamados "indecisos" poderão definir o futuro de Dilma.
Tênue garantia
A saída do PMDB do governo abriu, em tese, sete ministérios para serem ocupados por aliados. Só que os ministros do PMDB se recusam a sair e alimentam o racha do partido. Enquanto eles não saem, o governo faz a distribuição de cargos para conseguir aliados. O sai não sai dos peemedebistas da Esplanada poderá ser um trunfo do Planalto. Quem está tirando os ministros não é Dilma, mas o PMDB. Isso poderá garantir um número expressivo de aliados do partido, que não é mais governo, mas que continua sendo. As outras legendas poderão garantir o apoio contra o impeachment apenas com a promessa de que terão um ministério.
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