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teatro Notícia da edição impressa de 15/04/2016. Alterada em 14/04 às 17h49min

Grupo carioca estreia peça censurada pela ditadura militar

CASA COLETIVA /DIVULGAÇÃO/JC
Nova montagem de Apaga a luz e faz de conta que estamos bêbados estreia na Capital

Cristiano Vieira

A ditadura militar acabou faz tempo, mas o momento político atual, em que a democracia é tema de inflamados discursos do lado de lá e do lado de cá, caiu como uma luva para estreia nacional de Apaga a luz e faz de conta que estamos bêbados, montagem da companhia carioca Grutta Teatral. Com texto do gaúcho Ronald Radde, a peça tem sessões sexta-feira e sábado, às 20h, no Teatro Novo DC Sala Carmem Silva, em Porto Alegre. Os ingressos custam R$ 30,00 e estão à venda, antecipadamente, pelo site www.entreatosdivulga.com.br.
No elenco, estão Linn Falcão e Michael Alves, que atuam e dirigem o espetáculo. A trama é contextualizada em um Brasil massacrado pela ditadura militar e também familiar. No palco, um homem e uma mulher em um apartamento, com seus conflitos existenciais, lutam contra o comodismo e a hipocrisia da sociedade, ao mesmo tempo em que tentam se convencer da necessidade de reagir aos difíceis momentos que enfrentam, numa tentativa de serem fiéis a si mesmos e a fugirem da solidão.
Para Linn, "desde que o mundo é mundo e até onde ele durar, nós, seres humanos, sempre experimentaremos todos esses sentimentos e emoções. Haverá sempre quem diga sim e quem diga não. Haverá sempre o oprimido e o opressor". Montada pela primeira vez nos palcos do Theatro São Pedro, em 1972, a peça de Radde foi um sucesso de bilheteria antes de ser censurada pelos mecanismos repressores da ditadura.
Segundo a encenadora, ela conheceu o texto do autor gaúcho em meados da década de 1990 e, desde então, já levou-o ao teatro em diversas ocasiões, em algumas delas, mudando os sexos dos personagens - a terceira montagem, em 2009, chegou a ser apresentada no Teatro Carlos Carvalho da CCMQ. "Radde, na sua genialidade, escreveu um texto em que os personagens anseiam por liberdade e por fugir da solidão. A ditadura militar acabou, mas quantas ditaduras continuaram a assombrar os seres humanos até hoje? Muitas! A ditadura da beleza, da moral, dos bons costumes, do machismo, dos outdoors e programas de TV", avalia.
Após conhecer Radde - "que me recebeu com todo o carinho" - Linn relembra que começou, então, um desejo antigo: montar a peça exatamente como o autor a imaginara: com um homem e uma mulher duelando verbalmente. "Foi quando convidei Michael Alves, um ator de quase 20 anos, que havia nascido na época da minha primeira montagem deste espetáculo. Unir as três gerações (do Michael, minha e do Radde) acho que foi uma das coisas mais sedutoras que já realizei", conta.
Para complementar, nada melhor que estrear em Porto Alegre - e mais: no teatro que pertence à Cia. Teatro Novo, comandada por Ronald Radde. A ideia foi possível a partir de um esforço do grupo, que contou com a ajuda da produtora local Silvia Abreu.
"Toda a vez que montam um texto da gente ficamos felizes. O legal é que sempredescobrimos que o texto é atualizado. E não é diferente com 'Apaga a luz...'. Ele é muito atual, cheio de nuances sobre solidão e problemas que o mundo vive. Será uma nova visão. Pena que não estarei lá", diz Ronald Radde - ele está em processo de recuperação devido a recentes problemas de saúde. Mais informações sobre a peça pelo telefone (51) 3374-3722.
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